“Há fortíssimos indícios que tenha havido mão criminosa” no incêndio em Vila do Conde
Porto Canal
Esta terça-feira, as autoridades detiveram um presumível incendiário que estará por detrás do fogo posto em Vila do Conde, na zona de Rio Mau e Arcos. Ao Porto Canal, Vítor Costa, Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, confirmou que “há fortíssimos indícios que tenha havido mão criminosa na ignição deste incêndio”.
O autarca adianta que terá sido um “indivíduo do sexo masculino com cerca de 20 anos que foi detido e que se encontra à guarda das autoridades judiciais”.
O autarca salienta que “é uma suspeita enorme”, mas “serão as autoridades judiciais que terão de fazer o seu trabalho e prestar as suas declarações”.
O suspeito doi identificado pela GNR e, depois de ouvido pela Polícia Judiciária, foi restituído à liberdade por não existir qualquer indício de que terá, de facto, sido o responsável pelo incêndio.
No entanto, a PJ do Porto continua a investigar a possibilidade de fogo posto.
Vítor Costa recorda a enorme participação de tantos agricultores que “com as suas cisternas, que têm grandes dimensões e grande capacidade de armazenamento de água, participaram no combate ao incêndio e tudo isso foi uma mais valia”.
Os agricultores, sob o comando dos operacionais, entraram na autoestrada 7 (A7), que esteve cortada ao trânsito nos dois sentidos, e ajudaram os bombeiros no combate ao incêndio, acrescente o autarca.
Neste momento, encontram-se no terreno 85 operacionais apoiados por 27 viaturas que “estão a participar no processo e na fase de rescaldo”.
A operação de rescaldo vai prolongar-se “certamente toda a noite, apesar de ser uma noite mais calma” para a população e para os próprios bombeiros, “mas será uma noite de muito trabalho para os operacionais”.
Relativamente à vigilância do terreno, o autarca explica que Vila do Conde “é um território muito extenso” e, dessa forma, dificulta a vigilância. No entanto, com o trabalho das autoridades, das Juntas de Freguesia e da população que “está cada vez mais alerta”, a vigilância é feita de forma a tentar evitar este tipo de situações.