Matosinhos ganhou quatro novos campos de basquetebol personalizados
Maria Abrantes
O projeto, que nasceu na pandemia, começou por uma plataforma agregadora de entusiastas, jogadores e fãs de basquetebol e, rapidamente, começou a trazer a arte urbana para dentro de campo.
São vários os sítios, onde o colorido das tintas e a forma dos desenhos invadem os campos de basquetebol, em forma de instalação artística.
De acordo com André Costa, fundador da Hoopers, trata-se de “devolver os espaços públicos à população, mas com identidade”. O projeto que nasceu na pandemia, numa altura em que os campos desportivos se encontravam desertos de gente, “a maior parte das vezes por falta de condições”, teve como ponto de partida a criação de uma plataforma agregadora de entusiastas da modalidade, para que fosse possível encontrar campos de basquetebol e combinar jogos e treinos, dentro da comunidade.
Além da vontade de agregar a comunidade numa plataforma, André Costa pretendia, aos poucos, recuperar os campos que se encontravam degradados. É desta forma que, de norte a sul do país, começa a convidar artistas e a desenvolver projetos de reabilitação destes espaços, tornando-os aptos para a prática da modalidade e visualmente apelativos.
Em Matosinhos, numa parceria com a Câmara Municipal, a Hoopers convidou os artistas Fedor e The Caver para serem os autores de dois dos quatro campos inaugurados no concelho. Um na Aldeia Nova, outro na praia da Agudela, ambos representam interpretações dos artistas, seja do local que recebe a instalação artística, seja do que representa um jogo de basquetebol.
Os outros dois campos localizam-se no Cabo do Mundo e no Parque dos Físicos, este último com um grande historial e cultura da prática da modalidade, que recebe vários praticantes todos os dias, desde crianças a adultos em idade avançada, cuja paixão pelo basquetebol vale cada cesto falhado. Também para estes praticantes, que frequentam o campo dos Físicos, a reabilitação foi algo muito positivo, uma vez que agora o campo se encontra “em excelentes condições”, diz Gregory Babayans, americano radicado em Portugal, e que já pratica a modalidade há mais de 30 anos.
O mesmo diz Tiago Rodrigues que, depois de muitas bolas no cesto, em vários anos como federado, valoriza a reabilitação do mítico campo, num concelho com uma velha tradição no basquetebol. Para o jovem, é importante este incentivo. “Já chegámos à NBA. Agora, o céu é o limite”.
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