Entrar no “coração do Gerês” tem portagem e custa 1,50 euros

Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Pedro Benjamim

Quem quer entrar na Mata de Albergaria, no Parque Nacional Peneda-Gerês tem de pagar uma taxa de 1,50 euros, nos meses de verão. O pagamento está definido através da portaria 39/2007 de 8 de janeiro e portaria 39/2011 de 18 de janeiro, publicadas em Diário da República.

No total há três portagens: em Leonte, Portela do Homem e Bouça da Mó, no concelho de Terras de Bouro, para o acesso à Mata de Albergaria, que estão em funcionamento entre as 11h00 e as 18h00. Este ano a cobrança começou a 8 de julho, contudo a portaria dita que a cobrança seja efetuada “entre 1 de junho e 30 de setembro de cada ano”.

O pagamento faz-se com o objetivo de sensibilizar por quem lá passa, naquele que é o “coração do parque nacional”, diz o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro. Manuel Tibo, em declarações ao Porto Canal aponta que o pagamento da taxa serve também para sensibilizar quem visita e para proteger “a riqueza natural que existe neste território”.

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“Estamos a falar de espécies como o teixo – que é uma árvore –, estamos a falar do medronheiro, estamos a falar do carvalho – com carvalhos centenários. Estamos a falar de espécies da fauna também emblemáticas como é o caso do lobo, o caso do corço, o caso da cabra pyrenaica, portanto todas estas espécies existem aqui na reserva biogenética”, explica ao Porto Canal o diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Biodiversidade do Norte, Jorge Dias.

Diariamente atravessam cerca de 250 veículos, número que aumenta ao fim-de-semana (cerca de 400). “Existe uma pressão muito grande de visitação sobre esta área [Mata de Albergaria] a nível motorizado e houve necessidade de regular o trânsito aqui dentro”, diz o especialista em florestas.

Anualmente a receita cifra-se em aproximadamente 60 mil euros, sendo reinvestida no terreno. “Limpeza dos trilhos, melhorar a sinalética, fazer intervenções no âmbito de conservação da natureza e biodiversidade e proteção dos incêndios, ou seja, fazer a limpeza das faixas, de gestão de combustível, aproveitamento da regeneração natural. A taxa acaba por contribuir para a melhoria das condições dos habitats e dos ecossistemas da mata”, refere Jorge Dias.

Porto Canal

Este ano a operação é gerida pela associação Adere – Peneda Gerês, uma entidade privada sem fins lucrativos, que tem como sócios efetivos as câmaras municipais dos cinco municípios do Parque Nacional além da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, do Departamento de Conservação da Natureza e das Florestas - Parque Nacional da Peneda-Gerês e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.

Não é a primeira vez que o protocolo acontece já que em 2012 foi a mesma entidade a operacionalizar a cobrança e 12 anos depois a parceria regressa. “Começa a haver uma nova vontade de trabalhar em conjunto”, afirma a administradora delegada da Adere – Peneda Gerês, Sónia Almeida.

A operação está a ser desenvolvida por dez jovens trabalhadores, contratados para pôr em marcha a cobrança das portagens.

O pagamento é obrigatório desde 2007, depois de ter sido publicada a portaria n.º 31/2007 de 8 de Janeiro, em Diário da República, que prevê uma coima de 200 a 1000 euros para quem não efetuar o pagamento. Isentos estão os condutores que sejam residentes ou naturais do concelho de Terras de Bouro, residentes no restante território abrangido pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, residentes no município espanhol de Lobios, as viaturas ao serviço do Parque Nacional da Peneda-Gerês ou do Parque Natural da Baixa Limia - Serra do Xurés e as viaturas de outras entidades no exercício de funções de policiamento ou fiscalização e de prevenção de incêndio, refere a portaria.

 
 
 
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