Autarca de Aveiro quer acabar com culto aos mortos nas igrejas geminadas

Autarca de Aveiro quer acabar com culto aos mortos nas igrejas geminadas
Lusa
| Norte
Porto Canal/Agências

O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, assumiu esta quinta-feira o objetivo de querer acabar com o culto aos mortos nas igrejas geminadas de São Francisco e Santo António, para que possam ter fruição cultural.

As igrejas geminadas de Aveiro formam um conjunto arquitetónico classificado como monumento nacional, recentemente restaurado, constituído pela igreja do antigo convento de Santo António e pela capela de S. Francisco, da Ordem Terceira, dos séculos XVI e XVII.

Ribau Esteves falava na inauguração do Centro Funerário de Aveiro, equipado com crematório e duas capelas mortuárias, que poderão vir a ser três, onde defendeu a ideia de acabar com os velórios que desde há largos anos se realizam no conjunto das igrejas geminadas.

“Há espaços de culto aos mortos que não estão no sítio certo”, comentou o autarca, lembrando que a capela mortuária anexa à Igreja da Misericórdia não reunia condições e por isso deixou de ser usada com a pandemia.

“Temos como objetivo que nas duas fantásticas igrejas geminadas deixe de se prestar o culto aos mortos, para poderem ter acesso na sua dimensão cultural”, declarou.

Ribau Esteves deu como exemplo o “sucesso museológico” da Igreja das Carmelitas, esta quinta-fera local de eventos culturais e visitada por turistas, onde pontualmente se faz culto religioso, numa solução acertada com a Igreja Católica.

“Queremos que essa possibilidade (de visita e eventos) aconteça também nas igrejas geminadas, cuja riqueza patrimonial é até desconhecida por muitos aveirenses, o que é incompatível com o culto aos mortos”, afirmou Ribau Esteves na cerimónia, em que estava presente o bispo de Aveiro e outros dignitários da Igreja Católica.

Paulo Carreira, da Servilusa, entidade que ganhou o concurso para a concessão a 30 anos, referiu que Aveiro é o 11.º crematório que o grupo abre no país, correspondendo à tendência para a cremação que tem vindo a aumentar.

“Hoje são já cerca de nove mil as cremações anuais, contra as cerca de mil no ano 2000, e em 2023 cerca de um quarto das exéquias optam por essa solução”, disse.

O Centro Funerário de Aveiro dispõe de um edifício com uma área de 500 metros quadrados de construção, implantado em 1.500 metros quadrados e, além das salas de velório e do crematório, dispõe de um “jardim da memória” para deposição das cinzas, caso seja essa a vontade dos familiares.

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