Co-CEO do grupo Altice defende mudanças na legislação laboral e fiscal

Co-CEO do grupo Altice defende mudanças na legislação laboral e fiscal
| País
Porto Canal/Agências

O co-CEO do grupo Altice, Alexandre Fonseca, desafiou esta quinta-feira o Governo a fazer “alterações profundas” na legislação laboral e fiscal, criticando aquilo que diz serem decisões “erráticas” que inibem a captação de capital.

“É urgente, é fundamental que haja alterações profundas nalgumas das políticas do nosso país. O atual Código do Trabalho não serve, é preciso dizê-lo. A atual política fiscal afasta a captação de investimento estrangeiro”, disse Alexandre Fonseca, durante as comemorações do 7.º aniversário da Altice Labs, em Aveiro.

No seu discurso, o co-CEO (presidete executivo) do grupo Altice criticou ainda as decisões “muitas vezes erráticas”, que “não dão nem previsibilidade, nem visibilidade ou estabilidade àquilo que é o investimento”, adiantando: São “um enorme inibidor da captação de capital que é fundamental para continuarmos a crescer enquanto país e crescer a nossa economia”.

“É preciso de uma vez por todas valorizar quem investe no nosso país, valorizar as empresas, os gestores, os empresários, aqueles que investem uma parte do seu capital, porque acreditam no nosso país”, defendeu.

O responsável deu ainda conta das dificuldades que os gestores portugueses enfrentam atualmente para conseguir "continuar a atrair e a reter o bom talento" que precisam e que Portugal "tanto tem", fruto do bom trabalho das universidades portuguesas.

Alexandre Fonseca anunciou ainda que, depois da Irlanda, a Ucrânia será o país convidado na próxima edição do “Altice International Inovation Award”, o prémio internacional de inovação do grupo Altice.

O gestor referiu que a Ucrânia é um país com “imensas competências e um potencial gigantesco na área tecnológica, um país de ‘startups’, um país em que alguns dos grandes grupos multinacionais de tecnologia estabeleceram antes da guerra os seus centros de competência e desenvolvimento de ‘software’”.

“Vamos ter a Ucrânia como país convidado, porque acreditamos que não são só os governos, as relações institucionais que criam alianças e aproximam as pessoas. Compete também às empresas investir e trabalhar para aproximar pessoas e povos e é este o nosso singelo contributo para aproximar a Ucrânia de Portugal”, explicou.

A Altice Labs, atualmente centro de inovação, investigação e desenvolvimento do grupo Altice, sucedeu à PT Inovação e "herda uma história iniciada em 1950", com a aposta no desenvolvimento das centrais telefónicas analógicas automáticas.

Na Altice Labs trabalham mais de 700 profissionais altamente qualificados na investigação e desenvolvimento de soluções avançadas nas telecomunicações e tecnologias.

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