TAP: Catarina Martins acusa António Costa de nunca aparecer na hora de assumir responsabilidades

TAP: Catarina Martins acusa António Costa de nunca aparecer na hora de assumir responsabilidades
| Política
Porto Canal / Agências

A coordenadora do BE acusou o primeiro-ministro de nunca aparecer na hora de assumir responsabilidades ou de fazer de conta que não sabia, e afastou a hipótese de avançar, neste momento, com uma moção de censura.

“Temos, na verdade, um primeiro-ministro com muitas explicações para dar ao país, que gosta de aparecer sempre que faz anúncios, mas depois nunca aparece na hora de assumir as responsabilidades ou faz de conta que não sabia”, afirmou Catarina Martins no decorrer de uma visita à zona histórica de Castelo Branco, por causa da política de habitação.

A líder do BE registou também as palavras proferidas esta segunda-feira pelo Presidente da República.

“Disse [Marcelo Rebelo de Sousa] que um dos problemas é que não vale pedir eleições. É preciso apresentar alternativas. Um dos enormes problemas do governo português é o seu enorme desgaste, a sua falta de resposta”, disse.

Catarina Martins sustentou que só o Presidente da República tem a capacidade de dissolver a Assembleia da República.

“Temos um governo de maioria absoluta. Uma maioria absoluta é assim, e quem não se lembrava das maiorias absolutas do PS, acho que agora, da pior maneira, já se lembra bem do que é uma maioria absoluta do PS. É verdade que é incompreensível a desresponsabilização permanente que o primeiro-ministro faz quando as coisas correm mal”, salientou.

A coordenadora do BE disse que ouviu António Costa “a dizer que era verdadeiramente inaceitável uma atuação na TAP”.

“Eu pergunto: E então um milhão que recebeu de reforma um ex-administrador que já ganhava 420 mil euros de salário anual. Isso não era inaceitável? E aconteceu. Sobre isso António Costa não tem nada a dizer? Não tem nada a dizer sobre a instrumentalização permanente das empresas públicas ou o facto de o PS achar que enquanto aparelho partidário se confunde com o Estado e com as empresas públicas e pode dar ordens e manipular as empresas ao seu interesse, em vez de ser o interesse público? E aqui não é inaceitável?”.

Para a líder do BE, “ainda bem” que o seu partido propôs a comissão de inquérito à TAP.

“Acho que se alguém tinha dúvidas sobre a necessidade de se esclarecer tudo o que se passava na TAP, sabe hoje que foi importante que o BE tenha dado esse passo, para sabermos o que está a acontecer. Nós podemos não gostar das notícias, mas era pior se continuássemos sem saber o que se estava passar na TAP”, frisou.

Catarina Martins defendeu que “toda a verdade tem que ser esclarecida e todas as responsabilidades têm de ser apuradas”.

A dirigente bloquista considerou haver outras perguntas que ficam no ar, nomeadamente, como é a relação do governo noutras empresas, com outros administradores e como é este sistema de privilégios.

Questionada sobre a apresentação de uma eventual moção de censura ao Governo, a coordenadora do BE disse que nesta altura não faz sentido.

“Nesta altura achamos que não tem sentido. Quando for a altura será feito”, assegurou.

Durante a visita, a dirigente bloquista ouviu algumas preocupações de moradores e explicações sobre a situação atual do bairro do Castelo.

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