Gaia. Aterro de Sermonde encerra definitivamente em 2024

Gaia. Aterro de Sermonde encerra definitivamente em 2024
| Norte
Porto Canal / Agências

O aterro de Sermonde, em Gaia, cujo encerramento chegou a estar previsto para 2017, vai ser fechado definitivamente em 2024, estando previsto um investimento de 3,9 milhões de euros para a requalificação dos 10 hectares de terreno.

A data foi avançada hoje de manhã pelo administrador-delegado da Suldouro, empresa responsável pelo tratamento dos resíduos de Vila Nova de Gaia (Porto) e Santa Maria da Feira (Aveiro), durante a apresentação do projeto do parque ambiental e da selagem do aterro sanitário de Sermonde.

José Coelho adiantou que a Suldouro vai proceder durante 2024 ao encerramento definitivo do aterro, estando previsto o arranque dos trabalhos para 01 de janeiro do próximo ano.

O encerramento desta unidade chegou a estar previsto para 2017, ano em que o aterro, com 17 anos e cerca de 2,3 milhões de toneladas de resíduos, estava quase cheio, sendo que em novembro de 2015 começou a canalizar o lixo doméstico dos dois concelhos para o aterro de Canedo, na Feira.

A Suldouro revelou agora estar previsto para o local um investimento de 3,9 milhões de euros que prevê, entre outras intervenções, a conclusão da instalação do sistema de impermeabilização da selagem e cobertura final, construção de um parque de estacionamento e o enquadramento paisagístico do aterro, cuja deposição de resíduos terminou em junho de 2021.

Na cerimónia desta manhã, o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, disse que, cumprido o encerramento daquela infraestrutura, que continuará a funcionar na sua vertente industrial, é necessário começar a trabalhar num projeto que “sirva os desígnios da comunidade”, desafiando as juntas de freguesias a promover, até julho, a auscultação da população.

“Mas eu não escondo que o município vê com bons olhos um parque de lazer, num modelo de parque da cidade, com múltiplos potenciais [botânico, desportivo, equipamentos e parques infantis], e que vejo com muito interesse a localização de uma unidade, gerida pela INOVAGAIA na lógica da incubação e da criação de emprego”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

O autarca admitiu a instalação de uma infraestrutura social intergeracional numa lógica de centro de dia e apoio domiciliário, mas com uma componente de centro de atividades lúdicas para as crianças no período pós-escolar.

Eduardo Vítor Rodrigues referiu ainda que neste período em que o debate se faz, a autarquia terá uma equipa a fazer o levantamento topográfico e outros do terreno, e que “depois vai conceptualizar em projeto de execução [até meados de 2024] aquilo que resultar, por um lado aquilo que são os compromissos do município e, por outro, aquela que for a participação dos cidadãos”.

“O meu papel é garantir que o parque seja feito até 2025 e que os equipamentos que para lá se projetem e que sejam possíveis – e acho que uma incubadora [de empresas] é perfeitamente possível –, bem como coisas mais ambiciosas, fiquem projetadas num ‘masterplan’ para o aterro”, disse.

À Câmara de Gaia, acrescentou, compete ir buscar o “dinheiro” para as infraestruturas que não são contempladas nos cerca de quatro milhões de euros de investimento a realizar pela Suldouro.

“O parque lúdico já fica contemplado por estes quatro milhões (…) Tudo o que seja construção corre por fora desses quatro milhões. Na nossa cabeça, temos um equipamento para um milhão e meio para o intergeracional, um milhão e meio para incubação e depois tudo aquilo que vir para cima da mesa”, explicou, adiantando já existirem recursos para a instalação da incubadora.

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