Costa é "trapalhão", "irrealista" e "incompetente". A reação dos partidos à entrevista do PM

Costa é "trapalhão", "irrealista" e "incompetente". A reação dos partidos à entrevista do PM
| Política
Porto Canal

O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, acusou esta segunda-feira António Costa de ser um primeiro-ministro “trapalhão” e “rendido”, que não consegue apresentar “um projeto mobilizador” para o país.

Em reação à entrevista de António Costa à RTP, Hugo Soares criticou ainda o “desplante” do primeiro-ministro por ter dito que o Governo “não tem qualquer responsabilidade no bónus, que foi conhecido, de dois milhões de euros à CEO da TAP”.

“Tivemos hoje um primeiro-ministro absolutamente rendido, um primeiro-ministro incapaz de falar sobre o futuro do país e sobre aquilo que preocupa realmente a vida das pessoas em Portugal. Eu diria que foi mesmo incapaz de apresentar uma agenda transformadora, que era aquilo que se exigia. Foi incapaz, de resto, de apresentar uma única ideia, uma única proposta, uma única medida para o ano que se inicia”, apontou Hugo Soares.

"Esta entrevista foi muito poucochinho"

Em reação à mesma entrevista, o líder da bancada parlamentar do CHEGA, diz que foi "poucochinho" e que sentiu o primeiro-ministro incomodado, sobretudo quando se falou em Fernando Medina. 

Para Pedro Pinto, "numa altura em que têm havido dentro do governo tantos casos é estranho que o primeiro-ministro fique incomodado e não explique às pessoas porque é que foram saindo os ministros e secretários de estado". 

Costa "sacudiu a água do capote"

Em declarações à RTP3, o líder da bancada da Iniciativa Liberal afirma que o partido não entende "porque é que o primeiro ministro deu esta entrevista, porque não trouxe nada de novo". 

Rodrigo Saraiva lamenta que "em temas complexos como a TAP António Costa tenha sacudido a água do capote". 

"O que é o PS tem para oferecer aos portugueses é incompetência", remata.

“Temos um Governo em serviços mínimos”

Já o PAN diz que o Governo está "em serviços mínimos" e acusa António Costa de ser irrealista ao ser demasiado otimista "quanto à estabilidade que projeta para o país", numa altura em que "as famílias já estão a sentir o impacto da inflação". 

Para Inês Sousa Real, "as medidas do governo continuam muito aquém das necessidades das famílias e das empresas". 

"É uma entrevista que deve preocupar os portugueses"

Para o Livre é preocupante que "30 dos 52 minutos da entrevista tenham sido passados a falar de pequena política". 

Rui Tavares lamenta que "o governo se tenha deixado enredar por uma trama que é da sua inteira responsabilidade", que fez com que temas pertinentes como a crise na educação tenham sido abordados apenas numa fase mais tardia da entrevista". 

"A primeira resposta sobre os professores só surgiu 25 minutos depois", critica o deputado. 

Entrevista "é sobre um país que só existe na imaginação de Costa"

Em declarações aos jornalistas, em Beja, António Filipe, do PCP garantiu também e que a entrevista do primeiro-ministro à RTP "é sobre um país que só existe na imaginação" de António Costa. 

O partido lamenta que quando Costa "reconheceu a existência de problemas" tenha sido para "encontrar justificações e não para os resolver". 

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