Despoluição do rio Leça devolve profissão de guarda rios ao Norte do país 

Despoluição do rio Leça devolve profissão de guarda rios ao Norte do país 
| Norte
Porto Canal

Municípios de Matosinhos, Santo Tirso, Maia e Valongo juntaram-se "para resolver os problemas do rio Leça". O Corredor Verde do Leça é um projeto ambiental e de mobilidade que pretende unir os quatro concelhos que o rio Leça cruza, numa extensão de 48 quilómetros. 

O projeto foi inicialmente apresentado pelo muncípio de Matosinhos, ao qual se juntaram os restantes três por onde o rio Leça passa. Agora, é gerido pela Associação de Municípios Corredor do Rio Leça, criada para dar uma nova vida àquele que foi considerado um dos rios mais poluídos da Europa.

Com um investimento de quatro milhões de ouros, o diretor da associação, Artur Branco, conta que "estes municípios vão, no próximo ano, ter uma grande intervenção ao longo dos 48 quilómetros", com um aumento da monitorização do rio "através de quatro guarda rios que todos os dias percorrem as margens do rio Leça". "O rio Leça deixou de estar abandonado, agora tem quem cuide dele", reforçou o responsável pela associação.  

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Paulo, André, José e Daniel. Estes são os novos melhores amigos do rio Leça, cuja função é monitorizar o rio e reportar qualquer tipo de problemas associados à poluição do mesmo. "Foi uma profissao que desapareceu em 1995. Eles têm uma participação ativa na resolução dos problemas do rio. Atuam diretamente no rio, reportam-nos o que é que acontece, como é que as pessoas sentem o que estamos a fazer e que altertas é que são transmitidos". 

Para André Carvalho, um dos guarda rios, esta é uma profissão que "é diferente de todos os dias. E é ao ar livre. Não há dinheiro que pague isto tudo". 

Já Paulo Marujo confessa que ainda "há muito trabalho para fazer", mas salienta que a mudança, para melhor, "está a olhos vistos". Para o guarda rios, o que aconteceu com o rio Leça e a mudança que se está a tentar fazer é a prova de que "esta profissão é mesmo necessária para os rios". 

Todos os dias, divididos por duas equipas e, agora, maioritariamente através de bicicletas elétricas, os quatro guarda rios percorrem os quase 50 quilómetros de extensão do rio Leça e vigiam-no para identificar eventuais irregularidades como alterações à qualidade da água, focos de poluição ou entupimentos.

Um dos guarda rios contou ainda que vai ser desenvolvida uma aplicação para telemóveis onde os profissionais vão poder georreferenciar e registar com texto e imagem as ocorrências. 

O “Corredor Verde do Leça” é um projeto ambiental e de mobilidade, com um forte cariz cultural, económico, turístico e social, com o objetivo de permitir a valorização paisagística e ambiental do rio Leça e das suas margens.

 
 
 
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