Rua de Alexandre Braga abre a porta a um Porto sem carros

Miguel Nogueira / Porto.
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O Presidente da Câmara do Porto visitou esta segunda-feira de manhã a recém-aberta Rua de Alexandre Braga, na Baixa do Porto. Aquela que é uma das mais emblemáticas ruas da cidade passa agora a ser utilizada para uso primordial de peões, após uma intervenção que integra o plano municipal de pedonalização do Centro Histórico do Porto, e que tem como objetivo potenciar o comércio local e tornar a via “mais calma, amiga do peão e do comércio”.

Depois de uma interdição que durou mais de dois meses, numa empreitada que custou 184 mil euros, a calçada portuguesa foi mantida, tendo o asfalto sido retirado e no seu lugar colocado um cubo de granito senado, igual ao que existe na Avenida dos Aliados.

“Temos uma rua muito mais agradável para a cidade”, afirmou Rui Moreira. O autarca lembrou que a estratégia do Município passa por ter na cidade 30 quilómetros de Zonas de Acesso Automóvel Condicionado (ZAAC), sendo que cinco quilómetros dessa meta já foram concretizados.

Tendo em mente a definição da circulação de pessoas, em condições de segurança, como uma prioridade, a ideia será manter presente o “espírito de ruas partilhadas”, assegurando “naturalmente condições para cargas e descargas”. “Isto vai permitir instalar aqui um conjunto de mobiliário que vai tornar a rua muito mais aprazível e muito mais bonita”, assegura Rui Moreira.

De acordo com o site Porto., serão colocados naquela artéria da cidade caixões com árvores, à semelhança das que existem na Rua Álvares Cabral. “Pretendemos que esta seja uma rua de fruição”, ressalvou o presidente da Câmara, lembrando o objetivo traçado, até 2030, de atingir a neutralidade carbónica.

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Rui Moreira, de visita à Rua de Alexandre Braga (foto: Miguel Nogueira / Porto.)

Reconhecendo que “não há solução fácil”, Rui Moreira acredita que “temos que implementar medidas desta natureza, não só porque entendemos que a mobilidade fica facilitada com as obras do metro, mas também porque queremos uma cidade que seja, em termos ambientais, de sustentabilidade, diferente daquilo que é hoje”.

Para Pedro Baganha, vereador do Urbanismo e Espaço Público, a pedonalização da Rua de Alexandre Braga é a primeira obra concluída pelo Gabinete do Espaço Público, “uma estrutura mais ágil para estas intervenções mais rápidas, que não implicam mexidas em infraestruturas enterradas”.

Em prol desse objetivo estão alinhadas as obras de beneficiação de pavimentos na Rua de Fernão Vaz Dourado, a criação de uma plataforma, de forma a aumentar a área destinada à paragem de autocarro, na Rua Formosa, bem como a construção de um passeio na Rua Eng.º Nuno de Meireles para tornar a circulação pedonal mais segura e fluída.

O vereador recordou que o plano “está a ser elaborado com as unidades orgânicas do Município e com a STCP”, sendo que os condicionamentos podem passar pela total proibição de circulação automóvel ou pela definição de um período limitado de tempo de permanência nas artérias.

“O plano determina a forma como a cidade vai reabrir depois do final das obras do metro”, salientou Pedro Baganha, sendo “implementado de forma gradual”.

“Parece-nos que, com a densificação da rede de transportes coletivos que o metro vai introduzir, faz sentido pensarmos a cidade de outra forma”, rematou o vereador.

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