Portuenses revoltados com preços da habitação

Portuenses revoltados com preços da habitação
| Norte
Porto Canal

À medida que os preços da habitação disparam, dispara também a revolta e incerteza de quem se vê impossibilitado de procurar por uma vida – e casa – melhor.

De um lado está uma geração que se vê presa em casa dos pais, por não conseguir suportar os preços praticados: “Eu sou daqueles que está a chegar aos 30 anos e ainda vive com os pais. Gostava de sair de casa, mas, neste momento, é financeiramente impossível”.

Ao Porto Canal, alguns jovens revelaram que gostariam de pensar no futuro, mas sabem que não podem fazer grandes planos, principalmente no que diz respeito ao tema de sair de casa. “É impossível eu perceber quando ou se algum dia vou ter uma casa só para mim. Não faço ideia se algum dia vou poder comprar uma casa.”

Do outro, há quem esteja à procura de uma casa melhor, mas se depare com preços como “um T1 a 800 euros, um T2 a 1200…”. “E depois ainda dizem: porque tem a paragem do metro aqui, o metro está muito perto”.

Os portugueses – e portuenses – vêem-se encurralados na conjuntura habitacional, confessando que “é assustador o que está a acontecer com os preços da habitação”. “Sobre o que ganhamos, que é o ordenado mínimo, [o que atualmente é pedido para a renda de uma casa] é muito dinheiro mesmo.”

 
 
 
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