Rio Leça sofre intervenção até final de 2023. Abrangidos 71km da extensão e margens

Rio Leça sofre intervenção até final de 2023. Abrangidos 71km da extensão e margens
| Norte
Porto Canal / Agências

O rio Leça, que atravessa os concelhos da Maia, Matosinhos, Santo Tirso e Valongo, no distrito do Porto, vai sofrer uma limpeza e recuperação ecológica em 71 quilómetros da sua extensão, margens e afluentes até final de 2023.

Esta intervenção, que prevê ainda a monitorização contínua da qualidade da água e um melhor conhecimento da biodiversidade, vai arrancar em fevereiro e deverá estar concluída em dezembro de 2023, adiantou à Lusa o diretor-executivo da Associação de Municípios Corredor do Rio Leça.

O investimento será de quatro milhões de euros, financiados através do programa REACT-EU, contou Artur Branco.

O responsável explicou que uma das ações passa por retirar resíduos e plantas exóticas invasoras do rio, assim como beneficiar a paisagem e a biodiversidade.

A isto, acrescentou, soma-se a reestruturação das margens para protege-las das erosões e das cheias.

Artur Branco explicou que será ainda feita a replantação das margens de forma a consolidar galerias ripícolas, nome dado à vegetação que habitualmente habita as margens dos cursos de água.

Serão recuperados açudes, mantendo a sua continuidade ecológica com rampas para os peixes já existentes e outros, que chegarão no futuro, sublinhou.

A incumbência de limpar as margens é dos proprietários marginais, ressalvou Artur Branco, acrescentando que se esses derem autorização essa limpeza será feita pela associação sem quaisquer custos para os mesmos.

A par da limpeza do rio, o diretor-executivo da associação contou que também a qualidade da água vai ser monitorizada da nascente à foz através da realização de amostragens contínuas.

Além disso, está ainda prevista a instalação de uma rede de telecomunicações de “grande distância” (rede Lora) ao longo de todo o rio que, através de sondas, permitirá medir a qualidade da água em tempo real.

“Será algo inovador ter um rio completamente monitorizado da nascente à foz”, entendeu.

Entre os investimentos está ainda a realização de uma amostragem da biodiversidade em vários pontos do rio para, dessa forma, ter uma perspetiva geral da fauna e da flora existente, frisou.

Artur Branco revelou que também vão ser criadas 20 microrreservas, ou seja, pequenas áreas com diferentes espécies e perceber qual a sua importância na biodiversidade.

A Associação de Municípios Corredor do Rio Leça nasceu a 31 de maio de 2021 com o objetivo de despoluir e beneficiar a vários níveis o rio Leça.

Atravessando uma região com intensa atividade industrial, o rio foi, ao longo dos anos, afetado com vários focos de poluição, que degradou a qualidade das águas e dos sistemas biológicos, chegando ser apontado como um dos rios mais poluídos da Europa.

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