Cinema Batalha reabre esta sexta-feira com programação gratuita 

Cinema Batalha reabre esta sexta-feira com programação gratuita 
| Porto
Porto Canal

O icónico Cinema Batalha da cidade do Porto foi inaugurado como sala de cinema e de espetáculos na década de 40 do século XX, mas fechou portas no ano 2000 devido avançado estado de degradação do edifício. 20 anos depois, e volvidos três anos de obras intensas de remodelação, o Batalha volta a abrir portas esta sexta-feira, dia 9 de dezembro, às 17h30, e nesse mesmo dia tudo é gratuito. 

Programação inaugural

"A inauguração vai ter uma programação absolutamente gratuita para todos os públicos que queiram visitar o Cinema Batalha nesse dia. O levantamento de bilhetes pode ser feito a partir das 13h desse dia, para uma sessão de cinema que acontece às 18h30 e repete às 21h30", avançou Ana David, curadora do Cinema Batalha, em entrevista ao Porto Canal. 

Neste dia, o público poderá escolher entre a curta-metragem “The New Sun”, de Agnieszka Polska, ou “The Day the Earth Stood Still”, de Robert Wise, que vão decorrer, em simultâneo, nas duas salas do espaço. 

O dia inaugural promete ainda muita festa. A partir das 22h30 e até Às 02h00, no bar do edifício, Juliana Huxtable, Jackie e MVRIA asseguram os DJ Set, também eles com entrada livre para o público. Ao mesmo tempo, continuam as projeções em contínuo de duas curtas-metragens.

No sábado, o programa arranca às 11h30 com uma visita guiada pelo edifício, com entrada gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete. Já na parte da tarde, por volta das 15h, o Cinema Batalha dá início a uma nova iniciativa de realização de Sessões para Famílias. "O Batalha Centro de Cinema vai ter um programa de cinema dedicado às familias, bem como algumas oficinas para os mais novos. Vamos começar já em dezembro, este sábado à tarde. No início das férias de natal, teremos também uma oficina de realização de cinema em que os mais pequenos vão poder fazer um filme em torno do Batalha", explicou Joana Canas Marques, programadora do Batalha. 

Ainda no sábado, às 17h15, haverá a antestreia da adaptação cinematográfica de “A Síbila“, realizada por Eduardo Brito, que marcará presença numa conversa, depois da visualização do filme. 

No domingo, pelas 15h30, tem lugar uma nova visita guiada, também ela com entrada gratuita. A exibição de filmes mantém-se ao longo do dia, como é o caso de "The Great Silence", de Jennifer Allora e Guillermo Calzadilla, e “Flores”, de Jorge Jácome. 

 O novo espaço 

Apesar de o Cinema Batalha ter sofrido profundas obras de reabilitação, que duraram 3 anos, uma das grandes certezas é que se queria manter a essência do icónico edifício da cidade do Porto. Mas, durante todo o processo, descobriu-se uma enorme surpresa que acrescentou ainda mais valor ao espaço: as pinturas de Júlio Pomar. 

"Todas as obras são sempre complexas, públicas ainda mais. Neste caso, foi triplicamente complexo porque foi feito num período difícil, durante um processo de pandemia e, já no final da obra, num momento de guerra que afetou imenso fornecimento de materiais. Foram tomadas decisões que achamos que foram sensatas para potenciar o projeto, nomeadamente o investimento em torno do moral do Pomar, que se percebeu que poderia estar no seu lugar e que podia ter sobrevivido à censura", explicou Guilherme Blanc, diretor artístico do Cinema Batalha. 

Na verdade, o moral de Júlio Pomar estava nas paredes do Cinema Batalha desde a sua criação, mas foram tapadas pela Pide através de sete camadas de tinta. Esta é uma das grande novidades do novo espaço que, mesmo tendo estado escondida durante toda a primeira vida do Batalha, fez sempre parte do edifício. 

Para Liliana Silva, técnica de conservação e restauro, maior do que o desafio profissional, foi a importância de fazer parte da equipa responsável pelo processo que devolveu à sociedade a obra de um artista, manifestamente contra o Estado-Novo, cujas marcas da PIDE puderam ser apagadas. O que era uma manifestação popular, alusiva à festa do São João no Porto, rapidamente foi vista como uma manifestação política, anti-regime, aos olhos da censura.

O diretor artístico do  Cinema Batalha explica ainda que o espaço "vai estar aberto ao longo do dia, mesmo quando não há cinema." O edifício é composto por duas salas de cinema, "uma biblioteca onde as pessoas podem estudar, ler literatura absolutamente diversa sobre cinema", uma "filmoteca onde se pode aceder a cinema do porto" e ainda uma cafetaria/bar. 

 
 
 
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