Coordenador editorial do Benfica discrimina Otávio por motivo “de sanguinidade”
Porto Canal
Numa discussão na rede social Twitter sobre a presença de Otávio no plantel de Portugal, José Marinho, coordenador editorial do jornal O Benfica e apresentador de um programa da BTV, afirmou que a seleção “devia ser” um espaço “de sanguinidade”. Em causa estará o facto de Otávio ser natural do Brasil e representar a equipa portuguesa desde que se naturalizou, em 2021.
No passado, José Marinho assumiu posições diferentes em relação à representação de Portugal por outros atletas portugueses nascidos no estrangeiro. A 7 de março de 2021, o ex-jornalista recorreu à mesma rede social para repudiar quem não tratava como “português” Pablo Pichardo, triatleta do Benfica natural de Cuba.
Não é a primeira vez que a participação na seleção portuguesa de futebol de jogadores nascidos no Brasil dá origem a comentários polémicos. Em 2019, o comentador Rui Santos criticou a convocação de Dyego Sousa, por não ser um português “bacteriologicamente puro”. Na altura, aquelas declarações motivaram uma denúncia da associação SOS Racismo.
A seleção não é apenas um espaço de profissionalismo. É um espaço de identificação, de sanguinidade. Ou devia ser, já não sei bem.
— José Marinho (@zemarinhoficial) November 18, 2022
