Interconexões ibéricas. António Costa "perplexo" com declarações do PSD

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Porto Canal

O primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas relativamente ao acordo de interconexões ibéricas de energia à margem do Fórum para Competências Digitais. António Costa afirmou que está "perplexo com o que ouviu ao longo deste fim de semana pelo PSD e por outras pessoas que tinham a obrigação de ser minimamente informadas sobre este acordo". 

"O PSD não me surpreende propriamente, porque o PSD, há 15 anos, foi contra as energias renováveis, ainda há cinco anos era contra a utilização do hidrogénio verde, e, portanto, também é natural que, agora, esteja contra um corredor verde para a energia", disse António Costa.

"As interconexões elétricas não foram abandonadas", frsou o primeiro-ministro. O Chefe de Governo explicou que "França tem vontade de as incrementar e já o ano passado, entre França e a Espanha tinha sido assinado o acordo para fazer avançar as duas interconexões elétricas e, portanto, não era isso que estava a bloquear as interconexões". 

"O que estava a bloquear as interconexões era o que tinha a ver com o gasoduto". António Costa acrescentou que se conseguiu "desbloquear um acordo político entre os três países para que se estabeleça essa interconexão". O primeiro-ministro afirmou que este "corredor verde" vai ser sobretudo direcionado "para o transporte de hidrogénio e outros gases renováveis e subsidiariamente e transitoriamente também para o gás natural", o que é para Portugal "claramente vantajoso".

"Paulo Rangel não olha a meio, ignora o acordo", sublinhou António Costa.

No passado domingo, o PSD requereu um debate parlamentar de urgência sobre o acordo de interconexões ibéricas de energia, para a próxima quinta-feira, esperando a presença do primeiro-ministro, António Costa, anunciou este domingo o vice-presidente social-democrata Paulo Rangel. 

“O grupo parlamentar requereu um debate de urgência sobre o tema ‘Acordo de interconexões ibéricas de energia’, a ser tido em reunião plenária extraordinária, para o qual requer a presença do senhor primeiro-ministro. Tal reunião poderá ter lugar na próxima quinta-feira, após a conclusão da sessão agendada, o que, aliás, facilita a presença do senhor primeiro-ministro”, disse Paulo Rangel em conferência de imprensa, no Porto.

O social-democrata acrescentou que o PSD considera tratar-se de uma “questão de interesse estratégico nacional”, pelo que “não se conforma com um acordo que prejudica [o país] e prejudica a Europa, e não aceita nem a propaganda do Governo e do PS, nem a arrogância de quem se acha dono e senhor do interesse nacional”. 

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