Trabalhos de alunos estudam radiofrequência como insecticida ou a medir sinais vitais

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Porto Canal / Agências

Lisboa, 04 jul (Lusa) - O papel das radiofrequências como inseticida e na evolução das larvas e a construção de um dispositivo para medir sinais vitais são alguns temas de trabalhos finalistas no concurso FAQtos, dirigido a alunos do ensino secundário.

O coordenador do concurso, lançado no início do ano letivo pelo INOV-INESC (Instituto Nacional de Engenharia de Sistemas e Computadores), disse hoje à agência Lusa que os trabalhos são melhor do que o esperado e "mostram que ainda há muitas dúvidas" sobre a utilização de radiofrequências.

Concorreram 51 trabalhos, de 149 alunos de 28 escolas de todo o país e, no sábado, os 10 finalistas, dos distritos de Aveiro, Évora, Leiria, Lisboa, Madeira, Porto e Santarém vão ser apresentados, sendo depois escolhidos os três melhores, que serão distinguidos com prémios entre os 500 e os 1.500 euros.

"A ideia era que os estudantes submetessem trabalhos dentro do tema do concurso que era Geração RF, [ou seja] de radiofrequência, tudo o que tem a ver com aplicações de sistemas de comunicações ou outras coisas relacionadas com a utilização de radiofrequências na sociedade", explicou Luís Correia.

Os responsáveis pelo concurso deixaram em aberto o tipo de trabalho a apresentar e receberam vídeos, blogues na internet e estudos, por exemplo, "na área da biologia, sobre a influência das radiofrequências como inseticida, ou nas larvas, na área da física e engenharia, com a construção de um dispositivo para medir sinais vitais ou de um emissor de radiofrequência".

Inquéritos à população sobre o tema e a publicação de uma revista foram outras propostas dos alunos.

"Os trabalhos são melhores do que o esperado e os alunos estão motivados", acrescentou Luís Correia, que também é professor do Instituto Superior Técnico (IST).

Luís Correia referiu que o projeto Faqtos pretende "contribuir para esclarecer as dúvidas sobre este tema que ainda existem entre a população, permitindo que alguma informação científica, técnica, rigorosa, possa ser passada às pessoas sobre alguns aspetos que têm a ver com as leis da física".

O projeto integra visitas às escolas secundárias de todo o país, com realização de palestras, ao longo do ano letivo, numa tentativa de informar as pessoas e clarificar o que são as radiofrequências.

O FAQtos informa ainda o público sobre os impactos da radiação eletromagnética emitida por sistemas de comunicações móveis na saúde e no ambiente, não tendo sido a este nível detetadas variações no último ano, segundo informação do projeto.

Em julho do ano passado, Luís Correia dizia à Lusa que nunca tinham sido detetados níveis de radiações eletromagnéticas de telecomunicações acima dos recomendados nos mais de 3.000 locais em todo o país onde foram feitas medições.

"Felizmente, em todos os locais que já medimos até hoje nunca encontramos nenhum em que os valores das radiações eletromagnéticas sejam acima dos máximos recomendados, acho que isso nos deixa a todos muito descansados", disse, na altura, o investigador do INOV-INESC.

EA // SO

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