Emigrantes querem mais deputados do círculo da emigração e votar em referendos

| País
Porto Canal / Agências

Lisboa, 05 jul 2022 (Lusa) -- Portugueses residentes no estrangeiro querem mais deputados eleitos pelo círculo da emigração, e oriundos deste espaço, no parlamento português e ter o direito de votar em referendos no país, segundo um inquérito da Sedes divulgado hoje.

De acordo com o relatório deste inquérito, promovido pela Sedes - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, 60% dos inquiridos considera que deveria haver um aumento do número de deputados do círculo da emigração no parlamento português, contra 6% que não manifesta interesse numa maior representação das Comunidades Portuguesas na Assembleia da República e 30% que vê essa possibilidade com um interesse moderado.

Segundo a mesma fonte, 90% dos 300 emigrantes ou filhos de emigrantes inquiridos, é a favor da diáspora portuguesa poder votar nos referendos.

O Inquérito mostra ainda que 85% entende que os parlamentares eleitos pelo círculo da emigração deveriam ser oriundos do próprio círculo eleitoral, por terem um melhor conhecimento "daquele espaço político, das comunidades, das suas dinâmicas e necessidades", bem como para "sentirem na pele" o que é necessário melhorar na legislação, adianta-se no relatório do inquérito.

Alguns mencionaram até a necessidade de abrir essa possibilidade a candidatos independentes e da sociedade civil, e não exclusivamente aos partidos.

Este inquérito, que se insere no âmbito das atividades desenvolvidas pelo Observatório das Comunidades Portuguesas, abrangeu 300 portugueses residentes no estrangeiro, 60% dos quais com idades compreendidas entre os 40 e 65 anos e 26% entre os 26 e os 40 anos.

Quanto ao período de emigração dos inquiridos, 40,5% são oriundos da nova vaga de emigração e 18% emigraram nos anos 1960/1970. Já 11,3% dos inquiridos são lusodescendentes.

Dos resultados do inquérito ressalta ainda que 75% dos emigrantes ou lusodescendentes inquiridos vota nas eleições presidenciais, 76% vota nas legislativas e 62% nas europeias.

Mas só 25% vota nas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas e metade (50%) até desconhece a missão daquele órgão representativo dos interesses dos portugueses residentes no estrangeiro junto do Governo português.

A coordenadora do inquérito, Christine de Oliveira, disse, em maio, à agência Lusa que este iria permitir "trazer um saber mais científico e menos empírico a questões que se colocam há vários anos".

O inquérito assume uma relevância maior após o anterior ato eleitoral, as legislativas de 30 de janeiro, que foram repetidas no círculo da Europa, após irregularidades com os boletins de voto da emigração.

O objetivo do estudo, afirmou na altura Christine Oliveira, foi "trazer uma base científica o mais abrangente possível, de preferência com respostas válidas de todos os continentes".

Segundo o relatório do Observatório da Emigração, apresentado em 2021, e de acordo com estatísticas das Nações Unidas, em 2019 existiam cerca de 2,6 milhões de portugueses emigrados.

ATR (SMM) // VM

Lusa/Fim

+ notícias: País

Futura sede da TAP pode vir a custar 3,8 milhões/ano. Pilotos criticam mudança

O sindicato dos Pilotos da Aviação Civil acusou, esta quinta-feira, a gestão da TAP de “desperdiçar” as receitas do verão com “milhões de erros” cometidos ao longo do ano. Um deles é, segundo a estrutura sindical, o “gasto desnecessário com a mudança da sede da empresa do Aeroporto de Lisboa para o Parque das Nações. Um dos edifícios na mira da companhia aérea nacional tem uma renda anual de quase 4 milhões de euros.

Vida e obra de Luís Ferreira Alves: o pioneiro na fotografia de arquitetura em Portugal

Luís Ferreira Alves, pioneiro na fotografia de arquitetura em Portugal, impulsionou a evolução desta arte desde a década de 80, acarinhado e reconhecido no meio, morreu em Julho aos 84 anos.

Sindicato dos Pilotos da Aviação acusa a TAP de "milhões de erros" 

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil acusa a TAP de desperdiçar as receitas do verão com milhões de erros ao longo ano. Entre os principais problemas apontados pela estrutura está a contratação externa de serviços a várias companhias áreas, num valor superior a 200 milhões de euros.