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Militantes de Gaia desafiam PSD/Porto a "retratar-se de rutura" com as bases

Militantes de Gaia desafiam PSD/Porto a "retratar-se de rutura" com as bases
| Política
Porto Canal com Lusa

O Movimento Reativar Gaia, de militantes daquela concelhia do PSD, quer que a distrital social-democrata do Porto "se retrate da rutura existente entre a estrutura e os seus militantes" e está a preparar uma "estratégia operativa" para as legislativas.

Em comunicado enviado hoje, o movimento liderado por Rui Pedro Gonçalves diz que "continuar a unir o partido é a tarefa prioritária" e adianta que "vai realizar na próxima semana a sua primeira reunião de preparação da estratégia operativa para auxiliar o PSD a vencer as eleições [legislativas] em Vila Nova de Gaia".

A fação assume o "preponderante papel" que "desempenhou na vitória de Rui Rio em Vila Nova de Gaia" e defende que "este é um grande momento de definição do partido e que as estruturas que não se encontram sintonizadas com aquela que foi a vontade expressa das bases, com especial relevo para a distrital do Porto, devem assumir, com humildade, essa discordância (...) e promover a reflexão interna necessária e clarificadora, para que os militantes de base possam expressar a sua posição".

"Terminado o processo de clarificação da liderança do PSD, com a legitimação de Rui Rio como candidato a primeiro-ministro de Portugal", este grupo de sociais-democratas gaiense quer "definir uma estratégia que permita abrir o PSD à sociedade civil, congregando e convidando os diferentes atores do território na construção de um concelho mais coeso, mais solidário e mais justo".

Esta posição do Movimento Reativar Gaia surge no mesmo dia em que a direção do partido disse que há "uma estratégia de afrontamento" por parte de algumas das distritais que já entregaram as suas propostas de listas de deputados à Comissão Política Nacional, como Lisboa ou Porto.

Fonte da distrital do Porto afirmou à Lusa que esse "afrontamento" não existe, porque o "processo ainda vai a meio".

Segundo a direção do partido, a distrital do Porto é o exemplo mais flagrante, já que, apesar de só ter a sua reunião com a Comissão Política Nacional (CPN) no sábado, já enviou a lista, mantendo os nomes dos deputados e presidente da distrital, Alberto Machado, e do ex-líder da concelhia de Gaia Cancela Moura, que apoiaram abertamente Paulo Rangel nas diretas realizadas no sábado.

Da lista do Porto, acrescenta-se, não fazem sequer parte nomes de atuais deputados e que integram ou apoiaram a atual direção, como os do secretário-geral Hugo Carneiro ou da deputada e 'vice' da bancada Catarina Rocha Ferreira.

No entanto, só na reunião da Comissão Política Nacional haverá decisões públicas da direção sobre as propostas das distritais, e esta só se realizará na terça-feira, pouco antes do Conselho Nacional marcado para Évora, pelas 21:00, e no qual se votarão as listas.

O Conselho Nacional tem uma segunda data para dia 10 (caso a lista de deputados proposta pela direção 'chumbe' na primeira tentativa), com o objetivo de as listas serem entregues nos vários tribunais em 15 de dezembro.

O prazo limite para a entrega da lista de deputados para as legislativas de 30 de janeiro termina em 20 de dezembro, um dia depois de terminar o Congresso do partido, que se realiza entre 17 e 19 em Lisboa.

De acordo com os estatutos do PSD, compete às comissões políticas distritais "propor à Comissão Política Nacional candidaturas à Assembleia da República, ouvidas as Assembleias Distritais e as Secções".

À CPN, compete "aprovar os critérios para a elaboração das listas de deputados à Assembleia da República, nos termos do regulamento", e ao Conselho Nacional aprovar as listas.

Além de um cronograma, a CPN aprovou também em meados de novembro esses critérios, em que atribui ao "presidente eleito" a responsabilidade de indicar os cabeças de lista em cada círculo eleitoral, num texto elaborado antes das diretas disputadas no sábado entre Rui Rio e Paulo Rangel.

Repetem-se praticamente todos os critérios aprovados para a elaboração das listas de 2019, incluindo a "concordância com a orientação estratégica da Comissão Política Nacional e disponibilidade para cooperar de forma politicamente leal e solidária".

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