Câmara de Gaia prevê gastar 1,6ME para retirar amianto das escolas

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Porto Canal / Agências

Vila Nova de Gaia, 07 mar (Lusa) - O presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, disse esta noite precisar de 1,6 milhões de euros para retirar o amianto dos jardins-de-infância e escolas de 1.ºciclo e defendeu a comparticipação do Governo.

A questão do amianto existente em estabelecimentos de ensino de Gaia foi levantada na Assembleia Municipal (AM) por munícipes e através de uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda intitulada "Plano de Emergência para o Fim do Amianto [placas de fibrocimento] nas Escolas de Vila Nova de Gaia".

Vítor Rodrigues informou que está a ser feito um estudo focado nos estabelecimentos de ensino que são responsabilidade da autarquia, jardins-de-infância e escolas de 1.ºciclo, e o autarca prevê que seja necessária uma verba a rondar 1,6 milhões de euros para tratar a questão.

O presidente da Câmara defendeu que o problema deveria ser tratado "centralmente" pelo Governo ou "regionalmente" pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, acrescentando que chegou a existir a intensão de candidatar a retirada de amianto a nível nacional ao antigo Quadro Comunitário de Apoio (ciclo 2007/13), ideia que foi cancelada e a candidatura transferida para as áreas do Ambiente, Turismo e Cultura.

À margem da sessão de AM, à agência Lusa, Vítor Rodrigues adiantou já terem sido identificadas 32 escolas em Gaia com amianto e que, após o estudo focado no meio escolar, a Câmara vai avançar para um levantamento aos pavilhões de associações e espaços públicos do concelho.

"Queremos ter tudo pronto para, mal abra um financiamento, podermos avançar. A Câmara percebe que vai ter de comparticipar, mas não temos capacidade para a totalidade. Se até ao final do ano letivo o Governo não abrir uma linha de financiamento, nós vamos começar a obra em três fases, garantindo que até ao final deste mandato acaba o problema. Mas é muito injusto porque estas eram escolas do Governo. Esta é uma questão de saúde pública", disse à Lusa o autarca de Gaia.

A proposta do Bloco de Esquerda acabaria por ser aprovada por maioria apenas com seis abstenções do movimento independente Juntos por Gaia.

A sessão desta noite - que não chegou a entrar no período da ordem do dia, transitando os pontos da agenda para nova AM a realizar dia 13 de março - ficou, ainda, marcada pela apresentação de um voto de protesto do PS que lamentava a não priorização, por parte do Governo, do financiamento para a expansão da rede de metro.

Nesta matéria Eduardo Vítor Rodrigues defendeu ser "fundamental antes de tudo" discutir "numa lógica regional e não paroquial" se, com o modelo atual, a empresa Metro do Porto faz ou não sentido.

O documento do PS acabaria por ser aprovado por unanimidade.

PYT // JCS

Lusa/fim

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