Quercus afirma que a discussão da tragédia de Pedrógão está resumida à palavra 'SIRESP'

Quercus afirma que a discussão da tragédia de Pedrógão está resumida à palavra 'SIRESP'
| País
Porto Canal com Lusa

A Quercus considera que a tragédia de Pedrógão Grande, com os incêndios a provocarem 64 mortos, anda um mês depois à volta da palavra “SIRESP”, sem que ninguém fale das falhas da Proteção Civil ou na prevenção florestal.

A acusação é de João Branco, dirigente da organização ambientalista Quercus, que, questionado pela Lusa sobre o que Portugal aprendeu com a tragédia, que lições tirou um mês depois, responde: “Nada”.

Ainda assim manifesta algum otimismo quando admite que a nova legislação vai no sentido de haver controlo na plantação de eucaliptos, embora lamente que se continue sem saber quantos municípios têm aprovados os planos de defesa da floresta.

A Quercus tem insistido nesta matéria e em 2013 apresentou mesmo uma queixa na Procuradoria. Alguns municípios, como o de Pedrógão Grande, já reconheceram que não aprovaram o plano municipal de defesa da floresta.

No entanto, a criação desses planos municipais está no decreto-lei 17/2009, no qual se especifica as atribuições das comissões municipais, que elaboram os planos municipais. Na lei (artigo 15) diz-se que tem de haver uma faixa sem árvores de pelo menos dez metros junto das estradas, caminhos de ferro e linhas de alta tensão. E uma faixa de 50 metros junto de casas, fábricas ou outros equipamentos.

João Branco nota que tudo está contemplado na lei há pelo menos oito anos mas não é cumprido (como não foi em Pedrógão Grande) porque as câmaras nem sequer aprovam o plano de defesa.

De acordo com o responsável, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) não mostra a lista de câmaras que aprovaram o plano, obrigatório, sabendo-se apenas que quer Pedrógão Grande quer Castanheira de Pera não tinham os planos aprovados.

O autarca de Pedrógão desvalorizou, dizendo que não é o plano que apaga os fogos, mas João Branco responde que não os apaga mas evita-os, e diz que se o plano estivesse aprovado e fosse cumprido não existiam árvores junto das estradas e das casas.

“Toda a discussão dos incêndios anda à volta do SIRESP (sistema de comunicações de emergência). O Governo arranjou um bode expiatório e a oposição também. E a questão essencial, o ordenamento florestal e o cumprimento da legislação, que existe e está a ser relegada”, fica para segundo plano.

João Branco admite que as novas leis agora aprovadas acabem por deixar tudo na mesma, porque “continua tudo desfocado do essencial”.

E o essencial, há décadas, há um mês ou hoje, diz João Branco, é a “prevenção florestal”, é cumprir a lei que já existe e que não é cumprida.

+ notícias: País

FC Porto vai ter jogo difícil frente a Belenenses moralizado afirma Paulo Fonseca

O treinador do FC Porto, Paulo Fonseca, disse hoje que espera um jogo difícil em casa do Belenenses, para a 9.ª jornada da Liga de futebol, dado que clube "vem de uma série de resultados positivos".

Proteção Civil desconhece outras vítimas fora da lista das 64 de acordo com os critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse hoje desconhecer a existência de qualquer vítima, além das 64 confirmadas pelas autoridades, que encaixe nos critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro.

FC Porto em sub17 recebe e vence Padroense 2-1

A equipa de Sub-17 do FC Porto recebeu e bateu este domingo o Padroense (2-1), no Olival, em jogo da 11.ª jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional de Juniores B. Francisco Ribeiro (41m) e Pedro Vieira (62m) assinaram os golos dos Dragões, que mantêm a liderança da série Norte, com 28 pontos, mais três do que o Sporting de Braga.