Governo aprovou 12 ME para retirada de resíduos perigosos de S. Pedro da Cova
Porto Canal com Lusa
O Governo aprovou o financiamento e prazo para a retirada de 125 mil toneladas de resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova, o que vai custar 12 milhões de euros, disse hoje o ministro do Ambiente.
"Sabemos que lá foram colocados de forma que parece ilegal, existe um processo a decorrer nos tribunais, mas isso não diminui a responsabilidade que o Ministério do Ambiente tem, sabendo que existe ali cerca de 125 mil toneladas de resíduos perigosos que têm de ser retirados", disse hoje à agência Lusa o governante.
João Matos Fernandes confirmou que o concurso será lançado em julho e a remoção dos resíduos industriais perigosos será realizada nos próximos dois anos.
"Foram aprovados os 12 milhões de euros necessários, a serem pagos durante 2018 e 2019 para a remoção dos resíduos", referiu.
O Ministério do Ambiente será assistente do processo-crime em curso e, "caso os tribunais condenem alguém por este crime ambiental, quererá ser ressarcido do seu investimento, ou pelo menos da parte possível", explicou.
Realçou que, "não existindo qualquer perigo hoje para a saúde pública, existe um potencial de perigo muito grande".
Os técnicos do Ministério do Ambiente continuam a acompanhar a qualidade da água dos lençóis freáticos, "não há nenhum alerta, mas com o tempo é inevitável que venha a ter de acontecer, por isso temos de agir", defendeu João Matos Fernandes.
Nas escombreiras das minas de carvão de São Pedro da Cova, no concelho de Gondomar, foram depositadas em 2001/2002 toneladas de resíduos industriais perigosos provenientes da Siderurgia Nacional, que laborou entre 1976 e 1996.
Entre outubro de 2014 e maio de 2015 foram retiradas 105.600 toneladas, mas entretanto foi revelado que no local existem mais resíduos, tendo sido anunciado no local, a 24 de março pelo ministro do Ambiente, que o concurso público com vista à remoção total das 125 mil toneladas que restam será lançado em julho e a empreitada levada a cabo em 2018.