Tratamento inovador de resíduos lançado nos lagares em Murça

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Porto Canal / Agências

Murça, 05 dez (Lusa) - A Cooperativa de Olivicultores de Murça anunciou hoje que coloca em funcionamento nesta campanha o protótipo que permitirá o tratamento de resíduos e efluentes dos lagares de azeite com o pó de cortiça para produção de biomassa.

Depois de alguns testes do equipamento, a linha de produção entra em funcionamento na próxima semana, altura em que o lagar deve retomar a transformação da azeitona.

O diretor da Cooperativa de Olivicultores, José Aires, salientou que se trata de "uma mais valia" que vai diversificar as "fontes de rendimento" desta unidade industrial, salientando que o resultado é um produto que "tem muita procura no mercado".

O projeto Biocombus está a ser desenvolvido há alguns anos pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto (UTAD). Depois da investigação no laboratório, o desafio foi construir um protótipo que conseguisse transformar o processo que resultou bem a nível laboratorial para a escala industrial.

O objetivo deste projeto é resolver dois problemas em simultâneo, os resíduos e efluentes resultantes dos setores oleícola e da cortiça, juntando-os e transformando-os em biomassa, que poderá ser utilizada como combustível sólido.

Da produção de azeite resultam o bagaço de azeitona, os caroços, as folhas e as águas ruças, as quais representam um "problema ambiental muito complexo", já que têm uma carga poluente "200 a 400 vezes superior ao esgoto doméstico".

Este processo vai dar origem a um produto que revela um poder calorífico dos mais elevados existentes no mercado em termos de biomassa.

"É uma inovação que vai dar frutos para a cooperativa e os seus agricultores", salientou José Aires.

Depois de avaliar o trabalho a realizar este ano, a unidade de Murça poderá também vir a receber os resíduos de outros lagares de azeite.

A campanha da azeitona deste ano está atrasada cerca de duas semanas na região transmontana.

Apesar disso, José Aires perspetiva uma boa produção, que poderá duplicar comparativamente com o ano passado.

"Já começamos a transformar e o azeite está a ser muito bom. Espero que, daqui para a frente, continue a ser na mesma", frisou.

A produção média anual desta unidade ronda o meio milhão de litros de azeite.

Com o país em crise e as vendas a caírem ligeiramente, a Cooperativa de Olivicultores de Murça procura diversificar mercados, apostando cada vez na exportação, a qual já representa cerca de metade da produção.

O mercado externo que mais tem subido nos últimos tempos é o Canadá, mas os azeites de Murça chegam também à China, Estados Unidos da América (EUA), Brasil e Angola.

PLI // JGJ

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