PCP recusa ideia de Rio sobre imposto para a dívida e lamenta submissão a "mandantes"

| Política
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 13 dez (Lusa) - O líder comunista, Jerónimo de Sousa, refutou hoje a ideia avançada pelo social-democrata e ex-autarca do Porto Rui Rio de criar um imposto para pagar a dívida externa, insistindo na necessidade de renegociar com credores sem submissão.

"A solução não é essa. Mesmo como devedores temos direitos, de reclamar a renegociação da dívida nos seus montantes, prazos e juros. Há o problema de fundo que é o próprio serviço da dívida - vamos ter de pagar oito mil milhões de euros num ano", descreveu Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP, à margem de um encontro com a Ordem dos Médicos, criticou a atitude daqueles que aceitam, "passivamente, que não é momento para renegociar essa dívida, invocando um argumento inaceitável que é esperemos pelas eleições da Alemanha, França ou Holanda', numa posição de submissão em relação àquilo que é o interesse nacional".

"Devemos afirmarmo-nos como povo e país soberano e não esperar por esses que, afinal, existem - mandantes na União Europeia. Há uns que mandam e uns que obedecem. Nós não aceitamos isso", declarou, lastimando que o país tenha "um 'superavit' de cinco mil milhões de euros que vão para o sorvedouro da dívida".

Rui Rio tinha sugerido na segunda-feira, uma redução do IVA, do IRS e do IRC para, em contrapartida, ser criado um imposto consignado ao pagamento dos juros da dívida pública.

HPG // ZO

Lusa/Fim

+ notícias: Política

PSD: Montenegro eleito novo presidente com 73% dos votos

O social-democrata Luís Montenegro foi hoje eleito 19.º presidente do PSD com 73% dos votos, vencendo as eleições diretas a Jorge Moreira de Silva, que alcançou apenas 27%, segundo os resultados provisórios anunciados pelo partido.

Governo e PS reúnem-se em breve sobre medidas de crescimento económico

Lisboa, 06 mai (Lusa) - O porta-voz do PS afirmou hoje que haverá em breve uma reunião com o Governo sobre medidas para o crescimento, mas frisou desde já que os socialistas votarão contra o novo "imposto sobre os pensionistas".

Austeridade: programa de rescisões poderá conter medida inconstitucional - jurista

Redação, 06 mai (Lusa) - O especialista em direito laboral Tiago Cortes disse hoje à Lusa que a constitucionalidade da medida que prevê a proibição do trabalhador do Estado que rescinde por mútuo acordo voltar a trabalhar na função Pública poderá estar em causa.