Dez doentes isolados devido a bactéria KPC no Hospital Conde Ferreira, no Porto
Porto Canal (MYT)
O Centro Hospitalar Conde Ferreira, no Porto, tem dez doentes em isolamento com a bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapanemase (KPC), provenientes de outros hospitais. "Estão isolados porque exigem medidas de controlo da infeção", informou a diretora clínica, Rosa Gonçalves.
Foram registados dez doentes isolados no Centro Hospitalar Conde Ferreira com a bactéria multiresistente KPC, provenientes de outros hospitais que possuem parcerias com a Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP).
Em declarações à Lusa, a diretora clínica Rosa Gonçalves, refere que existem dez doentes portadores mas não têm a doença ou infeção provacadas por ela. "Estão isolados porque exigem medidas de controlo da infeção", disse.
“As medidas de isolamento de contacto são para impedir a transmissão deste tipo de bactérias, mas quero sublinhar que eles [doentes] são apenas portadores. Nenhum dos doentes está doente por causa da bactéria multirresistente. Não há risco de morrerem por esta infeção. São pura e simplesmente portadores”, acrescenta a fonte.
Inicialmente a informação foi avançada pelo JN, que afirmou que os doentes hospitalizados eram provenientes de outros hospitais com os quais a Santa Casa da Misericórdia do Porto mantém parcerias.
A diretora clínica esclareceu que a comissão de controlo de infeção do hospital está a acompanhar a situação, sublinhando que todas as medidas de isolamento de contacto preconizadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) estão a ser seguidas.
“Após a confirmação do diagnóstico, os doentes foram imediatamente transferidos para uma unidade de isolamento para efeitos de tratamento, na sequência do qual já se verificou a regressão da bactéria em vários utentes”, informou o hospital, sublinhando que “foram tomadas todas as medidas preventivas protocolarmente necessárias, de modo a evitar o contágio de terceiros ou uma eventual evolução da infeção”.
A bactéria KPC é resistente a antibióticos e propaga-se através de secreções e do contacto direto com doentes infetados.
Há cerca de um ano, esta bactéria provocou três mortes no Hospital de Gaia e, em fevereiro deste ano, três vítimas mortais no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
Uma fonte da DGS referiu que a entidade está a par da situação, e que não houve, até ao momento, mortes relacionadas com a bactéria.
