Autarca de Miranda do Douro quer trabalhar em conjunto com espanhóis

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Porto Canal / Agências

Miranda do Douro, Bragança, 15 dez (Lusa) - O presidente da Câmara de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, disse hoje que as barreiras psicológicas das fronteiras entre Portugal e Espanha já desapareceram e que agora é tempo de trabalhar em conjunto.

Em declarações prestadas hoje à agência Lusa, Artur Nunes disse que os marcos que existem ao longo da fronteira "são meros fatores marcos psicológicos", pois sempre existiram boas relações entre os dois lados da fronteira mesmo em períodos de crises politica e económicas.

"As relações entre os povos raianos perduram e continuaram a perdurar", defende o autarca nordestino.

O ato de assinatura das atas de Reposição de Fronteira decorreu em pleno Parque Natural do Douro Internacional abordo do navio aula "Esqua", um "exemplo" de colaboração entre entidades espanhola e portuguesas.

O autarca disse acreditar no trabalho e no crescimento em parceria e na cooperação transfronteiriça.

"Ao longo do tempo sempre trabalhámos em conjunto e queremos continuar com este estreito relacionamento com os vizinhos espanhóis", frisou.

Para o alcaide de Villar del Buey, José Maria Vaquero, este ato meramente administrativo é um fator de convivo entre responsáveis autárquicos transfronteiriço e a mesmo tempo um tempo de partilha de ideias.

Na cerimónia marcaram presença os ajuntamentos de Alcañices, Fermoselle, Fonfria, Torregamones, Villar del Buey, Villarduega de la Ribera, Fariza, do lado espanhol e, do lado português Miranda do Douro.

O território que une o concelho de Miranda do Douro à zona fronteiriça de Zamora (Espanha) estende -se numa área que vai desde a freguesia de Constantim a Sendim, sendo considerada "uma das mais importantes portas de entrada em território nacional para quem vem do espaço europeu".

Há 150 anos que anualmente portugueses e espanhóis assinam as atas de Reposição de Fronteira " fiscalizado" o estado dos marcos que, com o tempo, vão sendo danificados ou mesmo vandalizados.

O tratado de Limites de Fronteira entre Portugal e Espanha é datado de 29 de setembro de 1864.

Segundo o sítio na Internet dos Serviços Cartográficos do Exército, a fronteira luso-espanhola estendesse desde a foz do rio Minho, a norte, até à foz do rio Guadiana, a sul, ao longo de mais de 1300 quilómetros, sendo definida por cursos de água e por marcos.

FYP // MSP

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