Câmara do Porto avança com incentivos para reabilitação urbana em Campanhã

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Porto Canal / Agências

Porto, 24 nov (Lusa) -- O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, revelou hoje que espera criar em breve instrumentos de planeamento e fiscais de promoção da reabilitação na zona degradada de Campanhã, onde assegurou que não vai faltar investimento público.

"O que vamos fazer é usar instrumentos de planeamento e fiscais de promoção da reabilitação, à semelhança do que foi feito no centro histórico, para que investidores [ali] encontrem maior atratividade", observou, à margem da sessão de abertura da II Semana da Reabilitação Urbana que decorre até domingo no Porto.

Depois de traçar o "desenho estratégico" das áreas a reabilitar na freguesia mais oriental da cidade, que faz fronteira com o concelho de Gondomar, a Câmara do Porto pretende começar, num prazo de três meses, a "tomar decisões sobre território", revelou o autarca, admitindo que o processo avançará "naturalmente com investimento público".

"O resultado obtido no centro histórico resulta em grande parte do investimento público que foi feito", frisou.

Moreira reconheceu tratar-se de um "valor ambicioso" sobretudo para a zona oriental de Campanhã, uma das mais degradadas da cidade, mas alertou que no início da intervenção na Porto Vivo -- Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) no centro histórico, também ninguém encontrava atratividade naquele território.

"Aquilo que estamos a preparar é um conjunto Áreas de Reabilitação Urbana para Campanhã e também para o Bonfim, no sentido de ir para além das zonas que estão hoje identificadas como de reabilitação, de forma a que Campanhã possa a beneficiar de modelos com os do centro históricos", descreveu.

De acordo com Moreira, "no centro histórico as coisas já avançaram", pelo que "é preciso arranjar instrumentos de fomento e fiscais de desenvolver áreas menos favorecidas como Campanhã e Bonfim".

"Neste momento [no centro histórico] já estamos numa situação de procura que já justifica algum abrandamento das medidas", observou.

ACG // JGJ

Lusa/fim

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