Faixa negra nas Finanças de Arouca em protesto contra eventual fecho do serviço

| Norte
Porto Canal / Agências

Arouca, 30 abr (Lusa) - Um grupo de cidadãos colocou hoje à entrada da repartição das Finanças de Arouca uma faixa negra a criticar o eventual encerramento desse serviço, o que, a verificar-se, dizem que fará da vila "um deserto".

Lurdes Pinho é uma das porta-vozes do grupo e, embora admitindo que o fecho da repartição ainda não foi anunciado oficialmente, pretende assim alertar a população local para a possibilidade que vem sendo dada como "mais provável" pelos próprios funcionários do serviço.

"As pessoas passam aqui e ficam muitos espantadas: 'O quê? Isto vai fechar?!'", repete Lurdes Pinho à Lusa. "Deitam às mãos à cabeça sem saberem o que fazer, porque, sem a variante [para ligar Arouca à Feira] e sem médicos no centro de saúde, se nos tiram isto então é que Arouca fica um deserto", garante.

A confirmar-se o encerramento da repartição, os serviços tributários locais serão transferidos para Vale de Cambra, que, segundo a porta-voz dos cidadãos em protesto, se situa a mais de 50 quilómetros de distância das localidades mais serranas de Arouca.

"Já com as Finanças aqui, há freguesias que estão a 20 quilómetros da vila", explica Lurdes Pinho. "Do centro da vila para Vale de Cambra são mais 30 quilómetros e a questão é que não há transportes públicos nenhuns e a maioria destas pessoas ou não tem carro, ou não tem dinheiro para a gasolina", realça.

Quanto à possibilidade de aceder aos serviços pela internet, Lurdes Pinho diz que "os senhores do Governo deviam é ter noção das coisas". Considerando que em certas zonas da serra até rede para chamadas telefónicas é difícil obter, questiona: "Eles acham mesmo que as pessoas mais velhas percebem alguma coisa de internet? Ou que todos podem ter internet em casa, como se ela não custasse dinheiro?".

Na faixa com cerca de dois metros de comprimento que está exposta no gradeamento de acesso à repartição lê-se: "Em Arouca não aceitamos o fecho das Finanças".

A afluência de contribuintes ao local é significativa, considerando que hoje termina o prazo para pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis.

Embora ainda sem data definida, Lurdes Pinho adianta que serão organizadas outras formas de protesto.

AYC // JGJ

Lusa/Fim

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