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PM timorense vai preencher 'vagas' no Governo com elementos da Fretilin - ministros

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Porto Canal com Lusa

Díli, 29 abr 2020 (Lusa) -- O primeiro-ministro timorense disse hoje que vai convidar elementos da Fretilin para ocupar várias pastas que ainda estão vagas no Governo, continuando a contar com os atuais titulares em funções, disseram à Lusa membros do executivo.

O anúncio foi feito por Taur Matan Ruak num encontro dos membros do Governo, sem a presença de técnicos ou assessores, no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, segundo explicaram à Lusa membros do executivo.

"O senhor primeiro-ministro explicou que decidiu completar os ministérios que ainda estão vago, como o Ministério das Finanças, Administração Estatal ou outros", disse à Lusa a ministra interina das Finanças, Sara Brites, depois da reunião.

"Não mencionou nomes, mas de acordo com a dinâmica no parlamento, onde a proposta de extensão do estado de emergência teve o apoio dos partidos Fretilin e KHUNTO, quer convidar membros do partido Fretilin para também incluir no VIII Governo, como um Governo inclusivo", explicou.

"Sobre os ministros que foram indigitados pelo CNRT, o primeiro-ministro agradeceu aos ministros o trabalho e esforços feitos até aqui, disse que conta com os ministros do CNRT e não vai demitir ou exonerar ninguém", afirmou.

A decisão sobre se querem continuar ou não a fazer parte do Governo depende de cada um, disse, escusando-se a confirmar se vai ou não permanecer no cargo.

Dionísio Babo, ministro dos Negócios Estrangeiros e dirigente do CNRT, explicou à Lusa que estas mudanças se inserem na "nova conjuntura política" e nos "novos arranjos dos partidos" com representação parlamentar.

"Não se trata de uma remodelação, mas de completar os cargos ainda vagos. Sobre os membros dos partidos no Governo, incluindo do CNRT, cabe a cada um de nós decidir", afirmou.

"O senhor primeiro-ministro está muito aberto e diz que quer manter a forma como o Governo está e está muito satisfeito sobre o trabalho desempenhado pelos membros do CNRT neste período e não tem nenhum plano de fazer mudanças a não que haja objeção da pessoa em si", afirmou.

No seu próprio caso disse que como timorense está "disponível para trabalhar para o país e para povo", explicando que vai ainda haver consultas internas no partido, mas que, até ano momento, não houve qualquer instrução.

"O partido desde o início está a dar o que seja possível mesmo que haja novos arranjos. o que importa é participar e contribuir no desenvolvimento do país", afirmou.

Taur Matan Ruak, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros e dirigente do CNRT, "falou como estadista e líder nacional, dizendo que está disponível e não tem qualquer queixa ou intenção de mudar os membros do Foverno que estão atualmente a trabalhar com ele".

Recorde-se que vários cargos estão vagos no executivo desde a sua tomada de posse em 2018 porque o Presidente da República, Francisco Guterres Lu-Olo -- que é também presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) -- se recusou a dar-lhes posse.

A maior parte desses membros indigitados e recusados eram elementos do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), deixando os cargos ocupados interinamente por outros membros do executivo.

O atual Governo era inicialmente formado pelos partidos CNRT, PLP e KHUNTO, uma aliança que se rompeu depois do chumbo do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2020, levando o CNRT, de Xanana Gusmão a liderar uma nova aliança parlamentar maioritária de seis partidos, ainda que dois deles -- CNRT e KHUNTO -- continuaram a ter ministros no executivo.

Por outro lado o PLP, de Taur Matan Ruak, assinou em março uma nota de entendimento com a Fretilin, maior partido no parlamento mas que estava antes da oposição, para apoio ao executivo.

O estado da aliança a seis acabou esta semana por ser igualmente contestado, com o chefe da bancada do CNRT a dizer à Lusa que a aliança tinha morrido depois do KHUNTO ter votado, ao contrário das instruções de Xanana Gusmão e do acordo pela aliança, com o Governo a favor da extensão do estado de emergência.

Não há ainda calendário para o anúncio do novo elenco governativo.

 

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