Agricultura é estratégia para fixar jovens em Vila Pouca de Aguiar

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Porto Canal / Agências

Vila Pouca de Aguiar, 28 mar (Lusa) -- A Câmara de Vila Pouca de Aguiar colocou em funcionamento o Conselho Municipal de Agricultura, para delinear estratégias de desenvolvimento deste setor que envolve um terço da população e é encarado como prioritário para fixar jovens.

"Todos os agricultores do concelho, através das suas associações, estão representados neste conselho para que, em conjunto, possamos desenvolver uma estratégia de futuro para o mundo rural", afirmou hoje à agência Lusa o presidente da autarquia, Alberto Machado.

O autarca referiu que Vila Pouca de Aguiar é um concelho envelhecido e que, por isso, precisa de conseguir fixar e atrair os mais jovens e criar oportunidades de emprego.

E, para Alberto Machado, a agricultura é a estratégia para atingir esse objetivo.

Atualmente, um terço da população do concelho dedica-se ao setor, mas, na sua maioria, é apenas para autoconsumo.

O autarca quer que o concelho produza aquilo que "se pode colocar no mercado", aproveitando, para o efeito, a diversificação deste território, que se estende por montanha e vales, e onde se destacam já as produções de castanha, de hortícolas, de carnes, mel ou até mesmo cogumelos.

"É uma nova visão da agricultura. Não é a agricultura de subsistência, poli cultural, mas mais especializada e a pensar nos novos mercados, logo numa produção que vai criar mais-valias, emprego e fixar a população", frisou.

Nestes últimos meses, a câmara organizou 10 ações de formação dedicadas ao licenciamento de cozinhas tradicionais, cultivo de cebola, à produção de queijo de cabra, leite, gado maronês e cabra bravia, ainda bagas de sabugueiro, resina e até está a procurar o doce característico do concelho.

"As ações de formação são sempre fundamentadas nas nossas potencialidades agrícolas e são sempre direcionadas para os mercados. Não nos interessa ter um agricultor a produzir tudo, pretendemos ter um agricultor especializado numa determinada área de sucesso", sublinhou.

E, segundo Alberto Machado, já há resultados. "Há jovens, quase todos os dias, a pedirem informações aos nossos serviços", frisou.

Um interesse que o autarca espera que se concretize em investimentos, até porque referiu que "se tudo isto fracassar, fracassa o próprio concelho".

"Se não conseguirmos inverter o ciclo de desertificação e de perda populacional, poderá fracassar, ficar em causa, a própria sobrevivência dos concelhos do interior", frisou.

Alberto Machado salientou ainda a aposta no associativismo, através do Conselho Municipal, como uma forma de mais facilmente os agricultores acederem aos fundos comunitários e ressalvou que a agricultura nunca pode ser vista de uma forma isolada, considerando estar "muito relacionada com a gastronomia, paisagem e turismo".

Neste plano de inventivo ao mundo rural, o município atribui já inventivos à produção pecuária, ajudando a pagar a vacinação dos animais, e quer ainda diminuir as taxas de licenciamento de estábulos e explorações pecuárias.

PLI // JGJ

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