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Finanças destacam que PIB cresce há 22 trimestres consecutivos

| Economia
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 14 nov 2019 (Lusa) -- O Ministério das Finanças afirma hoje que o crescimento económico no terceiro trimestre se manteve "resiliente", frisando que a economia cresceu pelo 22.º trimestre consecutivo, mantendo a expansão de 1,9% registado no trimestre anterior, em termos homólogos.

"A economia portuguesa cresceu pelo 22.º trimestre consecutivo, mantendo, na comparação homóloga [ou seja, face ao mesmo período do ano passado], a mesma dinâmica de crescimento registada no trimestre anterior", de 1,9%, afirma o ministério liderado por Mário Centeno, em reação à estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE revelou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% no terceiro trimestre face ao mesmo período do ano passado, o mesmo ritmo de crescimento registado entre abril e junho.

Já na comparação com os três meses anteriores, o PIB cresceu 0,3% no terceiro trimestre, metade da expansão de 0,6% registada quer no segundo quer no primeiro trimestre.

No comunicado hoje divulgado, as Finanças indicam que a expansão do PIB no terceiro trimestre em termos homólogos (1,9%) ultrapassou "uma vez mais o crescimento da área do euro e da União Europeia, respetivamente 1,1% e 1,4%".

"Portugal reforça assim a trajetória de convergência face à Europa que perdura já há mais de dois anos e manifesta resiliência relativamente à degradação do ambiente macroeconómico externo que tem marcado os trimestres mais recentes", indicam as Finanças.

O ministério tutelado por Centeno diz ainda que "o crescimento do PIB continua a ser pautado pelo crescimento do emprego e pela redução do desemprego", acrescentando que, no terceiro trimestre de 2019, foram criados mais 45 mil empregos, um aumento de 0,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2018.

Já o número de desempregados diminuiu em cerca de 29,3 mil, correspondente a uma redução da taxa de desemprego em 0,6 pontos percentuais no terceiro trimestre para 6,1%, "o menor valor desde 2003".

As Finanças indicam ainda que "a recuperação do investimento ao longo dos últimos anos, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e os progressos alcançados na consolidação estrutural das contas públicas são pilares fundamentais para a atual dinâmica da economia portuguesa e bases sólidas para a sua evolução futura".

O Governo prevê que o PIB cresça 1,9% este ano, a mesma estimativa do Fundo Monetário Internacional e do Conselho das Finanças Públicas.

Na semana passada, a Comissão Europeia melhorou em três décimas a previsão de crescimento económico de Portugal para 2% este ano, uma décima acima do esperado pelo Governo (1,9%), alinhando com a estimativa do Banco de Portugal.

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