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Petrolífera prepara abertura de poços de extração de gás natural no norte de Moçambique

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Maputo, 12 fev (Lusa) - A petrolífera Anadarko anunciou hoje que está a procurar propostas de equipamento e serviços para a abertura de poços de extração de gás natural ao largo da costa norte de Moçambique.

"O programa de construção e conclusão de poços será de aproximadamente três anos para a primeira fase de desenvolvimento" da Área 1 (jazidas Golfinho-Atum e Prosperidade), refere a Anadarko, que lidera o consórcio concessionário, num anúncio publicado hoje no jornal moçambicano Notícias.

A empresa pretende receber as manifestações de interesse para fornecimento de uma Unidade Móvel para Perfuração Offshore (no mar) até final da semana para depois escolher uma empresa "com experiência em perfuração em águas profundas".

"O campo Golfinho-Atum é uma descoberta em águas profundas, localizada a aproximadamente 50 quilómetros da costa de Moçambique, com profundidades de água do mar que chegam a 1.200 metros", detalha o anúncio.

Os poços a abrir no fundo do mar dispensam plataformas e estão ligados entre si por tubagens assentes no fundo do oceano e que conduzem o gás para a fábrica de liquefação, em terra, segundo o projeto divulgado desde o último ano pela Anadarko.

O anúncio de hoje é publicado antes de o consórcio formalizar a decisão final de investimento na Área 1, através de um anúncio público, habitual neste tipo de investimentos: o dia da decisão final de investimento marca o início da contagem decrescente para a extração da primeira unidade de matéria-prima.

Ao mesmo tempo, também estão a avançar, desde há cerca de um ano, diversas obras de infraestruturas na península de Afungi, onde vai ficar instalada a fábrica de liquefação de gás e o cais de exportação para navios cargueiros especiais.

O projeto Mozambique LNG, operado pela Anadarko, será o primeiro empreendimento de gás natural líquido a desenvolver-se em terra, província de Cabo Delgado, em Moçambique.

A fábrica será composta inicialmente por dois módulos capazes de produzir 12,88 milhões de toneladas por ano (MTPA) de GNL, destinado à exportação.

O presidente da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) moçambicana, Omar Mithá, anunciou no domingo, durante uma conferência em Nova Deli, na Índia, que a decisão final de investimento do consórcio da Área 1 deve acontecer em até final de abril e que em julho deve ser a vez de um outro consórcio (liderado pela Eni e Exxon Mobil), que opera a adjacente Área 4, anunciar o investimento na jazida Mamba.

O consórcio da Área 4 (projeto Rovuma LNG) vai começar a extrair gás ao largo da costa norte de Moçambique em 2022 através de uma plataforma flutuante.

LFO // VM

Lusa/Fim

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