Câmara da Trofa investe 8,9 ME para deixar de ser a única sem paços do concelho

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Porto Canal com Lusa

Trofa, Porto, 26 out (Lusa) - O edifício do futuro Paços do Concelho da Câmara da Trofa vai custar 8,9 milhões euros e a sua construção, 20 anos depois da elevação a concelho, acaba com o facto de ser o único município sem sede.

Comparticipado em 900 mil euros pelo Portugal 2020, o projeto do arquiteto local José Carlos Nunes Oliveira hoje anunciado publicamente desenvolveu-se a partir da antiga fábrica da "Indústria Alimentar Trofense", adquirida pela autarquia em 2016.

Segundo a autarquia, o "concurso público internacional será lançado dentro de dias" para que as "obras possam arrancar no primeiro trimestre de 2019", com um "prazo de execução de 22 meses".

A área de intervenção está "classificada como uma zona prioritária de regeneração urbana no centro da cidade, inserida no perímetro da Área de Reabilitação Urbana da Trofa".

O terreno de intervenção tem uma área de 6.200,85 metros quadrados, constituído por naves industriais construídas entre meados dos anos 70 do século XX e desenvolve-se paralelamente ao antigo canal do caminho-de-ferro desativado, lê-se na apresentação do projeto.

Os futuros Paços do Concelho terão quatro andares, mais a garagem no piso inferior, ficando no rés-do-chão o atendimento e zona de recreação, no primeiro andar os serviços técnicos, no segundo instalar-se-ão o executivo e os serviços de apoio enquanto os terceiro e quarto andares estão reservados para as instalações mecânicas.

O edifício que sucederá aos atuais dois por onde se distribuem os serviços da câmara da Trofa terá uma área de implantação de 1.996,00 metros quadrados, permitindo acessos públicos em cada uma das fachadas, garantindo a nota de imprensa da autarquia que a sua construção "obedecerá a pressupostos de durabilidade, eficiência energética, baixa exigência de manutenção e de economia".

Pensado para crescer sobre uma base estrutural de betão armado, a ligação entre os espaços de trabalho e as áreas públicas será efetuada em vidro, acrescenta o documento.

O presidente da câmara, Sérgio Humberto, disse à Lusa que embora a "represente um enorme esforço financeiro para os cofres municipais", que está "planeada ao cêntimo" e que "implica poupança e contenção na gestão financeira" da autarquia, "nenhuma das obras importantes e que tem que ver com fundos comunitários, ficará por fazer".

Como exemplo disso citou a "ciclovia do Coronado, que é um investimento de 1,8 milhões de euros", mas também a "ciclovia norte, que liga a Alameda à Estação da Trofa e ao Parque das Azenhas e a requalificação de escolas".

"Agora, vamos imaginar que é preciso pavimentar uma rua e que isso custe meio milhão de euros e a câmara precise de 100% de recursos próprios, isso aí é claro que vai ter de haver alguma contenção", admitiu o autarca.

Nos últimos 20 anos, em rendas, revelou o autarca, a câmara "pagou cerca de oito milhões de euros e passar a ter um edifício próprio vai gerar uma poupança muito grande, além de centralizar os serviços e prestar um melhor atendimento aos nossos cidadãos".

Revelando tratar-se de "uma obra consensual", lembrou ser "a Trofa o único dos 308 municípios que não tem Paços do Concelho".

JYFO // MSP

Lusa/fim

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