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Bruxelas reconhece que existe problema laboral por resolver na Ryanair

Bruxelas reconhece que existe problema laboral por resolver na Ryanair
| Economia
Porto Canal com Lusa

Estruturas sindicais que representam tripulantes de cabine da transportadora aérea Ryanair disseram hoje, após uma reunião com membros da Comissão Europeia, que Bruxelas reconheceu que "existe um problema" laboral na companhia e que está "empenhada em agir".

"A Comissão [Europeia] reconheceu que existe um problema e está empenhada em agir no âmbito das suas competências", informam em comunicado sindicatos que representam tripulantes da transportadora aérea Ryanair na Bélgica, Holanda, Itália, Espanha e Portugal.

Em causa está a reunião tida esta tarde, em Bruxelas, entre dois sindicatos italianos, o português Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), uma estrutura sindical belga, duas espanholas e uma holandesa e os chefes de gabinete do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e da comissária do Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade dos Trabalhadores, Marianne Thyssen.

Antes, na manhã de hoje, tais estruturas anunciaram uma greve na empresa no dia 28 de setembro.

Segundo indicam os comunicados na nota, os membros da Comissão Europeia com quem estiveram reunidos "manifestaram disponibilidade" para uma nova uma reunião, visto ser necessária uma "cooperação de todas as partes envolvidas para alcançar uma solução duradoura" na Ryanair, dada a atual situação laboral.

Na greve hoje anunciada, que se junta à greve europeia de 25 e 26 de julho passado também nestes cinco países, está em causa a exigência para que os contratos de trabalho da Ryanair sejam feitos segundo a lei laboral nacional de cada país, e não a irlandesa, que tem sido a usada pelo grupo.

Ao mesmo tempo, "os governos nacionais devem assegurar" que a legislação europeia para o setor é respeitada, adiantam os sindicatos na nota divulgada após o encontro em Bruxelas.

A Ryanair tem estado envolvida num conflito com sindicatos a nível europeu, também com impacto em Portugal, nomeadamente depois de uma greve da tripulação de cabine em abril, em que a empresa foi acusada de intimidar os trabalhadores.

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