Escola de Fragoso, Barcelos, reabriu após intervenção da GNR

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Porto Canal / Agências

Barcelos, 27 jan (Lusa) -- O portão da Escola Básica Integrada de Fragoso, em Barcelos, foi reaberta esta manhã, por intervenção da GNR, que teve de usar da força para "furar" a resistência oferecida pelos alunos, constatou a Lusa no local.

Os seis elementos da GNR mobilizados para o local tiveram de forçar a aproximação ao portão, retirando os alunos da frente.

O cadeado e a fita adesiva que tinham sido colocados no portão foram removidos e a escola reabriu, mas os alunos recusaram-se a entrar na escola.

Tratou-se de mais um protesto contra a falta de um pavilhão gimnodesportivo, expresso, concretamente, nos panos que foram colocados no gradeamento da escola.

Os mentores do protesto colocaram também contentores do lixo em frente do portão principal da escola.

O diretor da escola, Manuel Amorim, disse que os alunos "têm muita razão para protestarem", considerando que "13 anos à espera [do pavilhão] é tempo de mais".

O responsável confessou não entender porque é que não há 750 mil euros para o pavilhão quando "tanto se gastou" em obras nas escolas secundárias.

Segundo Manuel Amorim, inicialmente esteve prevista a construção de um pavilhão "com as medidas necessárias para competições", mas o projeto seria entretanto reformulado para "um pavilhão normal".

"Esse pavilhão [normal] serve perfeitamente", referiu.

Este é o segundo protesto do género no atual ano letivo, tendo o primeiro ocorrido em novembro.

Alunos e pais queixam-se de que a falta de pavilhão inviabiliza as aulas de Educação Física sempre que chove ou quando faz muito calor, neste caso devido ao "brutal" aquecimento do alcatrão.

Segundo garantem os alunos, a alternativa passa quase sempre por irem para uma sala "ver filmes".

O pavilhão chegou a estar previsto na parceria público-privada (PPP) Barcelos Futuro, lançada pelo executivo de Fernando Reis (PSD).

Entretanto, a Câmara mudou para o PS e aquela PPP acabaria por ser suspensa, uma decisão justificada pelo presidente do executivo, Miguel Costa Gomes, com os "incomportáveis e inadmissíveis" encargos financeiros que a parceria acarretaria para o Município.

Aquando do protesto de novembro, o vice-presidente da Câmara de Barcelos, Domingos Pereira, disse que o pavilhão daquela escola já tem projeto aprovado e que o arranque da obra depende apenas da aprovação do financiamento dos fundos europeus.

O autarca explicou que a obra já foi candidatada ao Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), mas entretanto ficou em "stand-by", devido a uma "alteração da afetação dos fundos".

Garantiu que o gimnodesportivo da escola de Fragoso terá, da parte da Câmara, "prioridade máxima" nas candidaturas ao novo quadro comunitário de apoio.

Hoje, fechado a cadeado apareceu também o jardim-de-infância contíguo àquela escola, mas esse cadeado foi retirado pela direção do agrupamento, sem oposição dos alunos.

VCP // JGJ

Lusa/fim

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