Jornal das 13 Jornal Diário Último Jornal

Associação de Exploradores de Resina exige compensações financeiras

| Política
Porto Canal com Lusa

Leiria, 14 nov (Lusa) - A Resipinus - Associação de Destilares e Exploradores de Resina exigiu hoje compensações financeiras pela perda de resina e equipamentos devido aos incêndios que puseram em causa mais de 200 postos de trabalho.

Numa nota enviada à agência Lusa, a associação recorda que o setor da resinagem foi "particularmente atingido pelos incêndios florestais em 2017", tendo-se perdido "algumas das melhores áreas de pinhal que existiam em Portugal".

Após um levantamento feito junto dos agentes económicos do setor, a Resipinus recorda que se estima que "cerca de um milhão de bicas terão ardido, representando estas 20 a 25% do total da área resinada em Portugal, destruindo cerca de 2.000 toneladas de resina, e pondo em causa cerca de 200 postos de trabalho em mais de 50 empresas do setor, com um prejuízo direto superior a três milhões de euros".

Por isso, os resineiros pretendem obter da tutela "compensações financeiras por perdas de resina queimada nas áreas florestais resinadas e respetivos equipamentos de resinagem", até porque a perda das áreas de pinhal, "resinado ou com potencial de resinagem, privou o setor de boa parte da fonte da sua matéria-prima, deixando por isso todo o setor da resinagem sob grande ameaça".

Enumerando um conjunto de medidas que consideram "essenciais para a manutenção da atividade resineira em Portugal", a associação defende ainda a abertura à resinagem das áreas de pinhal administradas pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), "que pelo menos compensem as áreas perdidas com os incêndios".

"A atribuição de novas áreas para a resinagem permitirá a manutenção de empresas e de postos de trabalho".

A renegociação dos contratos de resinagem com o ICNF para o pinhal ardido, de modo que se permita a restituição parcial das verbas pagas relativas a 2017, as respetivas cauções e a suspensão de pagamento relativa aos próximos anos de contrato é outra das pretensões da Resipinus, assim como a redução dos custos com a segurança social.

A associação também quer "enquadramento da resinagem no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios", criando "mecanismos de apoio e de enquadramento da resinagem e dos resineiros como atividade produtiva de proteção florestal e de desenvolvimento rural, o que implica que os resineiros devam participar na gestão ativa na floresta".

"Esperemos que os fatídicos acontecimentos deste ano despertem finalmente a necessidade de implementação de medidas adequadas que permitam não só a manutenção da resinagem, mas também a sua valorização e o seu desenvolvimento, permitindo o seu adequado enquadramento e aproveitamento", salienta a nota.

EYC // SSS

Lusa/Fim

+ notícias: Política

Bruxelas alerta para "riscos de não cumprimento" na proposta de Orçamento do Estado de Portugal

A Comissão Europeia considerou hoje que o esboço orçamental para 2018 de Portugal "pode resultar num desvio significativo" do ajustamento recomendado, pelo que há "riscos de não cumprimento" dos requisitos do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Eurico Castro Alves elogia a ida do Infamed para o Porto

O médico Eurico Castro Alves, recentemente envolvido na Comissão de Candidatura da ida da EMA para a cidade do Porto, afirma que a ida do Infarmed é "uma boa notícia" para o Porto e para Portugal porque, para o médico, esta medida é "um sinal" que o Governo pretende "aplicar os recursos de uma forma distribuida, equitativa e organizada".

Costa garante que há tempo para fazer mudança do Infarmed "a contento de todos"

Mafra, Lisboa, 22 nov (Lusa) - O primeiro-ministro, António Costa, definiu hoje como "muito importante" a mudança do Infarmed para o Porto, garantindo haver tempo para a fazer "a contento de todos".

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

DESCUBRA MAIS