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Fundação PT apoia equipa e doentes dos paliativos domiciliários de Bragança

| Norte
Porto Canal com Lusa

Bragança, 21 abr (Lusa) -- A equipa de cuidados paliativos domiciliários da Terra Fria, em Bragança, recebeu hoje novos equipamentos a Fundação PT que vão facilitar a comunicação entre profissionais e com os cerca de 70 utentes e familiares que acompanha atualmente.

A doação resulta de uma parceria em que a Fundação PT apoia a unidade com um conjunto de meios e tecnologias para facilitar e aumentar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde que acompanham no domicílio doentes em fim de vida nos concelhos de Bragança, Vinhais e Macedo de Cavaleiros.

Ao todo serão distribuídos cerca de 80 telefones, seis 'tablets' e uma viatura como concretizou hoje Graça Rebôcho da Fundação PT, segundo a qual esta equipa de cuidados domiciliários recebeu dos maiores donativos desta organização, sendo "das mais bem equipadas do país" ao nível desta tecnologia.

"Achamos que este projeto vale mesmo a pena porque é um projeto diferenciador e é para as pessoas que estão no fim da linha e que marca a diferença", afirmou.

Os telefones vão ser disponibilizados aos doentes e familiares durante o período de acompanhamento e tem características específicas para a população sénior ou com outros problemas, nomeadamente de visão, audição ou mobilidade.

A responsável explicou que são aparelhos com "teclas grandes, um amplificador de som" e que permitem "que qualquer pessoa consiga efetuar comunicações e chamadas".

Quanto aos seis "tablets", destinam-se aos profissionais da saúde e "vão permitir às equipas domiciliárias fazer o registo e o acompanhamento das visitas com todos os dados que considerem relevantes".

"Mas também vai servir para os próprios utentes poderem falar com as famílias, por exemplo, através do 'Skype' [aplicação que permite comunicação pela internet]", acrescentou.

A fundação doou ainda uma viatura que vai facilitar a deslocação da equipa no concelho de Vinhais.

A Unidade de Cuidados Paliativos da Terra Fria foi criada há dois anos, período durante o qual acompanhou quase 300 doentes terminais, em quase sete mil visitas domiciliárias, segundo dados indicados por Duarte Soares, médico da equipa.

As doenças oncológicas lideram as patologias, seguidas das demências e a média de idade dos utentes é superior a 77 anos.

Estas equipas garantem os cuidados para atenuar o sofrimento aos doentes e familiares.

O distrito de Bragança lidera, segundo dados oficiais, a cobertura deste tipo de resposta a nível nacional, com paliativos ao domicílio há oito anos e três unidades que cobrem sete dos 12 concelhos.

O presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste Transmontano, em Bragança, Carlos Vaz, reiterou hoje que "até final de julho, agosto" a resposta será alargada aos concelhos do sul do distrito, com a criação de mais equipas em parceria com instituições locais e as Câmaras, que são quem assume parte dos custos de funcionamento das unidades já existentes.

HFI // LIL

Lusa/fim

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