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Joaquim Chissano destaca efeitos positivos para povo da Guiné Equatorial após adesão à CPLP

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Marraquexe, Marrocos, 09 abr (Lusa) - O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano considerou hoje que a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem tido efeitos positivos para o povo daquele país.

"Há uma mudança de atitude" entre os governantes da Guiné Equatorial, país liderado desde 1979 por Teodoro Obiang Nguema, afirmou Chissano, em entrevista à Lusa, durante o "Fim de Semana da Governação Ibrahim", que termina hoje em Marraquexe, Marrocos.

Chissano comentou que, nas visitas que tem realizado à Guiné Equatorial, tem observado "uma nova mentalidade, virada para o povo e para os direitos humanos".

Antes, "eles, se calhar, esbanjavam dinheiro", referiu, numa alusão aos governantes, mas agora os recursos petrolíferos são aplicados "para produzir qualquer coisa para o povo, a nível de educação, saúde, infraestruturas, habitação".

Na agricultura têm também havido progressos, constatou o antigo chefe de Estado moçambicano.

"Costumavam importar tudo, ovos, leite, carne. Hoje já produzem no país", referiu.

Joaquim Chissano defendia a entrada da Guiné Equatorial na CPLP, o que veio a ocorrer em julho de 2014, no culminar de um processo de vários anos, em que foi definido um roteiro de adesão que previa, entre outros pontos, o fim da pena de morte, a introdução do português como língua oficial e a ratificação dos estatutos da organização lusófona.

"Espero que o futuro possa melhorar na Guiné Equatorial, e se isso acontecer eu ficarei satisfeito porque era exatamente o que eu tinha em mente quando disse que era melhor acolher essa gente", assinalou Joaquim Chissano.

"Integrados entre os bons, não são eles que nos vão fazer apodrecer. Eles vão ficar melhor", considerou.

Durante três dias, a Fundação Mo Ibrahim promoveu um encontro em Marrocos, reunindo líderes políticos, responsáveis de organizações multilaterais e regionais e representantes do mundo empresarial e da sociedade civil, para debater o tema "África num ponto de viragem".

A Fundação Mo Ibrahim, que se dedica há dez anos a promover a liderança e a boa governação em África, publica anualmente o Índice Ibrahim de Governação Africana, que recolhe mais de cem indicadores sobre todos os países africanos.

Joaquim Chissano foi o primeiro laureado, em 2007, com o prémio de excelência na governação africana, atribuído pela fundação criada pelo empresário de telecomunicações sudanês e britânico Mo Ibrahim.

JH // PJA

Lusa/fim

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