Info

"Colo" de Teresa Villaverde estreia-se hoje no festival de Berlim

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Lisboa, 15 fev (Lusa) - O filme "Colo", de Teresa Villaverde, estreia-se hoje, no festival de Berlim, tendo a realizadora contado à Lusa que escreveu, produziu e realizou esta obra, num contexto português de baixos orçamentos, mas com uma "total liberdade artística".

O filme, cuja estreia mundial no festival vai contar com a presença do ministro da Cultura, na assistência, é exibido no contexto da maior participação de sempre do cinema português naquele evento, com quatro curtas-metragens a competir pelo Urso de Ouro e outras produções e coproduções noutros programas.

"O facto de estarem tantos filmes em Berlim e ser uma coisa recorrente [com o cinema português] é uma coisa raríssima [noutras cinematografias]. (...) É inquietante que as pessoas não tenham essa ideia, mas é extraordinário que isso aconteça", elogiou a realizadora.

Por outro lado, a estreia em Berlim acontece numa altura de protesto no cinema português, com um grupo de produtores e realizadores, incluindo Teresa Villaverde, a contestar uma alteração legislativa sobre escolha de júris dos concursos de apoio e sobre a atuação do Instituto do Cinema e Audiovisual.

Sobre a qualidade e a visibilidade internacional do cinema português, Teresa Villaverde disse à Lusa que tem a ver com a liberdade artística dos realizadores: "Em Portugal, não é bom ter pouco dinheiro, mas é fantástico e fundamental ter a liberdade que continuamos a ter".

"Temos constrangimentos de orçamento, trabalhamos com muito menos dinheiro do que a maioria dos países europeus, mas, ao mesmo tempo, não temos essa pressão que existe por exemplo, noutros países, das televisões e privados, que investem muito dinheiro e querem o dinheiro de volta, [e] acaba por haver uma normalização dos filmes", opinou.

Mais de 20 anos depois de ter estado em Berlim com o primeiro filme, "A idade maior", Teresa Villaverde regressa ao festival com uma obra que espelha, ainda que indiretamente, a crise financeira e os efeitos que teve na vida das pessoas.

"Apesar de este filme não ser sobre a situação portuguesa, inclui também isso e tudo o que eu senti que se passou nestes últimos anos", contou a realizadora à Lusa.

No filme está representada uma geração - a da própria realizadora - "que não estava preparada para que lhe acontecesse uma coisa deste tamanho; é a geração em Portugal que era criança no 25 de Abril; foi sempre tudo melhorando e sentia que o seu futuro estava garantido".

Nesta ficção, que se centra numa família de classe média a desmoronar-se, com uma filha adolescente, um pai desempregado e uma mãe que se divide por vários empregos, participam os atores João Pedro Vaz e Beatriz Batarda, e os atores não profissionais Alice Albergaria Borges, Tomás Gomes e Clara Jost.

Em Berlim, "Colo" repete a exibição na quinta-feira, no sábado e no domingo, último dia do festival.

SS/TDI // MAG

Lusa/fim

+ notícias: Mundo

Explosão em rua pedonal de Lyon, leste de França, faz sete feridos

Uma explosão de origem desconhecida numa rua pedonal do centro da cidade de Lyon, no leste de França, fez hoje pelo menos sete feridos, noticiou a agência AFP.

Ministra britânica demite-se e aumenta pressão sobre PM Theresa May

A ministra dos Assuntos Parlamentares britânica, Andrea Leadsom, anunciou hoje a demissão do governo em desacordo com o plano da primeira-ministra, Theresa May, para tentar aplicar o 'Brexit'.

Português encontrado morto em casa com sinais de violência em Moçambique

MUm português de 40 anos foi encontrado morto na casa onde residia, em Maputo, com sinais de violência, disse este sábado à Lusa o cônsul-geral de Portugal na capital moçambicana.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.