Info

Deputado municipal de Valongo condenado a multa por difamar presidente da câmara

| Norte
Porto Canal com Lusa

Valongo, Porto, 08 fev (Lusa) -- O deputado independente da Assembleia Municipal de Valongo Celestino Neves foi hoje condenado a uma multa de 1.820 euros por difamar o presidente da câmara e a pagar indemnizações de 8.000 euros ao visado e de 10.000 ao município.

Além disso, o Tribunal de Valongo condenou o arguido a retratar-se publicamente e pedir desculpas na sua página pessoal do Facebook, no seu blogue "A Terra Como Limite" e em dois jornais, um de âmbito nacional e outro regional.

O autarca José Manuel Ribeiro (PS) processou Celestino Neves, eleito na sua lista nas últimas autárquicas - que, entretanto, se desvinculou do partido - por ter levantado suspeitas no seu blogue sobre a câmara e o presidente quanto à alteração do Plano Diretor Municipal (PDM) para que fosse possível construir, em Alfena, uma plataforma logística de uma empresa privada.

"Como é possível fingir -- relativamente ao PDM -- que está tudo bem quando se sabe que o presidente socialista da câmara chamou a si a tarefa de consolidar, de forma inexplicável, o maior processo de corrupção de que há memória em Valongo e, para garantir que tudo corre a seu favor, declarou expressamente que imporá aos seus deputados na Assembleia Municipal disciplina de voto", lê-se numa das publicações.

Celestino Neves foi um dos principais apoiantes da candidatura de José Manuel Ribeiro, mas em 2014 entrou em rutura com ele e decidiu desvincular-se do PS.

O tribunal deu como provado que estes textos levantaram dúvidas sobre a atuação do autarca, tendo afetado o seu bom nome, tal como o do município.

"O arguido sabia que a ofensa que os escritos produziam, mas mesmo assim não se inibiu de o fazer", considerou.

À saída da audiência de julgamento, Celestino Neves disse que irá recorrer da sentença até às últimas instâncias porque é "injusta".

"O meu objetivo nunca foi difamar ninguém, mas sim denunciar uma situação ilegal", frisou.

O deputado acrescentou que quem devia estar a ser julgado não era ele, mas sim "esse negócio ilegal".

"A apropriação ilícita de bens públicos é um crime", entendeu, sublinhando ser "condenável" que o PDM tenha sido conduzido dessa forma.

SYF // JGJ

Lusa/Fim

+ notícias: Norte

Canta-me Estórias - Dealema

Uma viagem ao mundo de uma banda que está junta há um quarto de século e partilha a paixão pelo Hip-Hop.

Moradores de Miragaia pagam para estacionar mas nunca têm lugar

Vários moradores da zona de Miragaia, no Porto, estão revoltados porque pagam para ter um dístico exclusivo para residentes mas não conseguem estacionar as viaturas, é que os lugares estão sempre ocupados por 'gente de fora'. A autarquia reconhece que é um problema que tem de ser resolvido.

Obras da marginal da Foz do Porto reduzem tamanho das faixas a ponto de não caberem autocarros

As obras na marginal da Foz, no Porto, estão a gerar polémica. É que a ciclovia deixou o passeio e passou para a estrada, o que obrigou a reduzir o tamanho das faixas. Os moradores queixam-se da falta de segurança depois da intervenção.

Atenção: este é um espaço público e moderado. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.