Marcelo diz que não lhe compete "acompanhar ou opinar" sobre situação no Brasil

| Política
Porto Canal com Lusa

Madrid, 17 mar (Lusa) - O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escusou-se hoje a comentar a situação política no Brasil, afirmando que não cabe ao chefe de Estado "acompanhar e muito menos opinar" sobre o que se passa naquele país.

"Não cabe ao Presidente português acompanhar o que se passa e muito menos opinar sobre o que se passa no Brasil, quer em território português - como é o caso desta embaixada - quer a propósito de uma visita a Espanha", salientou Marcelo Rebelo de Sousa num encontro com os jornalistas portugueses na representação diplomática portuguesa em Madrid.

O encontro com a imprensa portuguesa seguiu-se a uma reunião e jantar com o rei Felipe VI no Palácio Real, em Madrid.

Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que o Brasil foi tema de conversa com o monarca espanhol, na perspetiva da importância que a América Latina tem quer para a economia espanhola quer para a economia portuguesa.

"Tive ocasião de dizer que nós falamos de continentes aos quais Espanha e Portugal estão ligados. E é evidente que a América Latina é uma realidade importante e o Brasil, por maioria de razão, pela pertença à CPLP", disse o Presidente ao ser questionado sobre se o tema do Brasil suscitou "preocupação" nos dois Chefes de Estado.

No entanto, também se escusou a revelar o teor da conversa ou se ambos os Chefes de Estado abordaram especificamente a situação política naquele país, no qual as empresas portuguesas têm vindo a investir nos últimos anos e Espanha é o segundo maior investidor externo.

"Agora também não vão esperar que entre em pormenores sobre a conversa que tive com Sua Majestade o Rei de Espanha", atalhou.

Marcelo Rebelo de Sousa recordou que não comentou a situação no Brasil após a visita que fez ao Vaticano, quarta-feira e hoje, e que "não mudou de opinião na viagem para Espanha".

Milhares de brasileiros têm vindo a exigir a demissão do governo da presidente Dilma Roussef, que nesta semana nomeou para ministro o ex-presidente Lula da Silva - que está a ser investigado por corrupção. A nomeação - entretanto suspensa por um juiz - poderia permitir a Lula da Silva ser julgado apenas por uma instância superior.

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