Caso de antigo fundador dos Jafumega condenado a seis anos de prisão não afectou grupo portuense
Porto Canal / Agências
O ex-baterista dos Jafumega foi condenado esta semana pelo Tribunal de Albergaria-a-Velha a seis anos de prisão por um crime de fraude na obtenção de subsídio e dois crimes de burla qualificada, num processo relacionado com a empresa Reficel, da qual era administrador.
O caso começou a ser investigado em 2002, um ano antes de a empresa de reciclagem de papel ser declarada falida, mas os membros da banda só tiveram conhecimento do processo judicial em dezembro de 2013.
Em declarações à agência Lusa, o vocalista dos Jafumega explicou que foram apanhados de surpresa através de notícias então publicadas pelos meios de comunicação social.
"Para além da nossa relação profissional temos uma relação de amizade e, dentro daquilo que nós conversamos, realmente nunca foi falada uma situação dessas", contou Luís Portugal, sem querer alongar-se nos comentários ao caso.
O ex-baterista ainda chegou a participar nos primeiros concertos que marcaram o regresso aos palcos dos Jafumega, pondo fim a uma pausa de 30 anos, mas pouco tempo depois saiu do grupo.
"Estes factos, até então integralmente omitidos por Álvaro Marques, constituem o motivo pelo qual a banda, de imediato, cessou a colaboração com ele", esclarece o grupo portuense em comunicado.
A saída do baterista não afetou a banda fundadora do rock português dos anos 1980, que depressa encontrou um substituto para Álvaro Marques, não pondo em causa a atividade do grupo.
"Devido aos muitos pedidos que tínhamos para concertos, decidimos fazer um casting para escolher um novo baterista que é o Ruca Lacerda. Estamos perfeitamente calmos e nada afetados por isso. É um episódio que podia realmente não ter acontecido, mas que aconteceu", afirmou Luís Portugal.
Atualmente, os Jafumega estão a preparar um concerto inédito e exclusivo com a Orquestra Filarmonia das Beiras, que vai ter lugar em junho no âmbito do 10.º aniversário da reabertura do Cine-Teatro de Estarreja.
"Pela primeira vez, vamos atuar com uma orquestra sinfónica. No fundo é um marco novo num trajeto já com tantos anos na música portuguesa e com tantas coisas boas", concluiu Luís Portugal.
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