Aeroporto do Porto continua o mais afectado no quinto dia de greve na TAP

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Porto Canal

No quinto dia de greve dos pilotos da TAP são muitos os transtornos causados aos passageiros. No aeroporto do Porto vários voos foram cancelados na manhã desta terça-feira.

Só 2% dos serviços mínimos partiram ou chegaram ao aeroporto do Porto

Apenas seis dos 306 voos abrangidos pelos serviços mínimos para os dez dias de greve dos pilotos da TAP e Portugália partiram ou chegaram ao aeroporto do Porto, o que representa menos de 2% da operação decidida pelo Tribunal Arbitral.

Entre os serviços mínimos partiram três voos do aeroporto Francisco Sá Carneiro com destino ao Funchal e a Luxemburgo e chegaram outros três com origem também no Funchal e Luxemburgo, constatou a Lusa da análise da lista publicada pela companhia aérea.

O porta-voz da TAP, André Serpa Soares, explicou à Lusa que, face à escassez de serviços mínimos, decidida pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, a companhia procurou fazer os voos que protegessem "o maior número possível de passageiros".

"O aeroporto de Lisboa tem dimensão maior, é aqui que está o principal 'hub' da companhia. Lisboa gera mais tráfego e toda a operação para as Américas e África", adiantou, considerando que "é natural que a TAP procure garantir o maior número de passageiros possíveis".

Este porta-voz da companhia liderada por Fernando Pinto realçou que a estratégia seguida teve como objetivo minimizar o impacto da paralisação dos pilotos, rejeitando que signifique que o grupo esteja a subalternizar ou a desinvestir no aeroporto do Porto.

A operação a norte foi ainda penalizada pela adesão dos pilotos da Portugália (PGA) superior à dos pilotos da TAP, que realizam um boa parte importante da operação com partida no Porto.

Segundo os números divulgados desde o início da greve pela companhia, mais de metade da operação da Portugália tem sido comprometida pelo protesto, o que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) justificou com o objetivo de "combater a fadiga acumulada e o reconhecimento da necessidade de rever as regras de trabalho em vigor pelo Acordo de Empresa, dado que não estão ajustados à atual operação".

Os pilotos convocaram uma greve, para o período entre 01 e 10 de maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação de até 20% no capital da empresa no âmbito da privatização.

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