Autárquicas: candidato do PS em Matosinhos critica "negócio danoso com as gasolineiras"
Porto Canal / Agências
Matosinhos, 03 Ago (Lusa) - O candidato do PS à Câmara de Matosinhos criticou hoje o executivo municipal pelo "negócio danoso com as gasolineiras" instaladas na zona sul do concelho, prometendo que, se for eleito presidente, "não fará negócios".
António Parada disse à agência Lusa que o atual presidente da Câmara, que fora eleito pelo PS e é agora candidato independente à reeleição, Guilherme Pinto, recebeu "sete ou oito milhões" por esse negócio, em vez dos cerca de 21 milhões que a autarquia reclamava.
O candidato socialista sustenta que Guilherme Pinto quis, com esse negócio, "iludir as coletividades a dois meses das eleições", dando-lhes "uma pequena verba dizendo que agora é que vai ser".
Parada falava na apresentação formal das listas do PS à Câmara e à Assembleia Municipal de Matosinhos, que serão lideradas por si e pelo médico Eduardo Coutinho, respetivamente.
Na sua intervenção, o candidato centrou as suas críticas em Guilherme Pinto, que, em fevereiro, se desfiliou do PS, partido pelo qual foi eleito nos últimos dois mandatos, para se poder candidatar a um novo mandato, como independente.
Presidente da Junta de Freguesia Matosinhos e da Concelhia socialista local, António Parada foi o eleito pelo PS para a corrida eleitoral autárquica.
"Só quis dizer o que eu não farei e o que vou fazer diferente. Não farei igual àquilo que está a ser feito" pelo atual executivo, argumentou, após ser questionado por ter poupado os outros cinco candidatos a qualquer censura.
O socialista diz que Guilherme Pinto considerou que o acordo com as gasolineiras foi "uma vitória pessoal", "mas as vitórias do atual presidente da Câmara são as derrotas dos matosinhenses, porque 21 milhões não são sete ou oito milhões".
"Não apoiou o desporto, os bombeiros, as IPSS, alegando que a lei dos compromissos não o permitia, acusou.
"Não farei negócios, farei acordos e irei apoiar o desporto, a comunidade educativa, irei tentar gerar emprego e farei tudo o que estiver ao meu alcance" para os matosinhenses poderem ter melhor qualidade de vida".
Parada sustenta que "Matosinhos pode ser a grande alavanca económica da Região Norte - e não tem sido".
O candidato aposta forte em "criar emprego", tendo realçado à Lusa que o seu mandatário é o empresário Duarte Champalimaud, neto do célebre banqueiro e industrial António Champalimaud, já falecido.
Parada confia em Duarte Champalimaud "para a captação e fixação de investimento em Matosinhos", podendo assim criar mais emprego e deste modo "anular alguns problemas sociais".
Diz que foi escolhido pelo PS para "proteger todos aqueles que precisam", frisando que quer "combater o desemprego e os problemas sociais, promover a educação e o turismo, não desperdiçar oportunidades e não fazer negócios".
"Não contem comigo para fazer nem rotundas, nem pavilhões, nem elefantes brancos. Não farei investimentos com o dinheiro dos contribuintes enquanto houver um contribuinte a passar dificuldades ou fome", exemplificou.
Em Matosinhos, também estão na corrida eleitoral o atual presidente da Câmara, agora como independente, Guilherme Pinto, e os candidatos do PSD, Pedro da Vinha Costa, da CDU, José Pedro Rodrigues, do CDS, Manuel Maio, do Bloco de Esquerda, Fernando Queirós, e do Partido Trabalhista Português, Orlando Cruz.
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