Carvalho da Silva diz que governo está "esgotado em termos de propostas"

| Política
Porto Canal / Agências

Porto, 29 out (Lusa) -- O ex-líder da CGTP Carvalho da Silva acusou hoje o governo de estar "absolutamente esgotado em termos de propostas para o país" tendo em conta o Orçamento de Estado para 2015 que representa a "subjugação" a uma política de austeridade.

"É um Orçamento de Estado de quem está absolutamente esgotado em termos de propostas para o país, não há nada que aponte um caminho de futuro, é um orçamento de Estado de subjugação a uma política de austeridade que ao nível de estruturas da União Europeia já se vai dizendo que não pode continuar assim", afirmou à Lusa.

Carvalho da Silva, que falava à margem de um debate sobre negociação coletiva, lembrou que "o novo presidente da Comissão tenta meter um discurso de mais dimensão social, mas na prática continua esta Europa dicotómica do Norte e dos ricos que são os trabalhadores e os do sul, os mais pobres".

Sobre o debate, organizado pelo Observatório sobre Crise e Alternativas que coordena, explicou que objetivo é recolocar na agenda política e social o tema da contratação coletiva "que está a ser pura e simplesmente destruída".

"É caricato até que o relatório da OCDE, numa encomenda esquisita, reclame o esvaziamento da negociação coletiva quando ela em Portugal é praticamente inexistente", atirou.

Para o sindicalista, no final do ano Portugal terá cerca de "200 mil trabalhadores abrangidos por contratação coletiva", o que é "absolutamente caricato, quando a organização internacional de trabalho não se cansa de dizer que a contratação coletiva foi o instrumento de distribuição de riqueza mais importante em todos os quadrantes do mundo na última metade do século XX".

"Há aqui um ataque brutal aos direitos de trabalho, inseridos nesta política louca de austeridade que empobrece e desequilibra poderes", realçou.

Criticando as políticas de austeridade seguidas, Carvalho da Silva sublinhou que esse sim "é que o monstro" que o país tem de resolver.

"O monstro é esta política que levou a todas as patifarias que provocam a falência (...) de imensas empresas, onde vão dezenas e dezenas de milhares de milhões de euro", disse.

LIL // VC

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