Misericórdia de Bragança cria mais de 120 novos empregos

Misericórdia de Bragança cria mais de 120 novos empregos
| Norte
Porto Canal

A Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB) vai criar mais de 120 novos postos de trabalho na primeira unidade de cuidados continuados do concelho e na gestão de equipamento de apoio à deficiência do Estado.

O anúncio foi feito hoje por Eleutério Alves, o provedor da maior instituição social do distrito de Bragança, que atende mil utentes por dia, emprega 250 pessoas e vai recrutar mais "entre 120 a 130" técnicos, enfermeiros, médicos, auxiliares e outro pessoal para as novas valências.

"Nós estamos a lançar nas contas bancárias dos nossos trabalhadores mais de dois milhões de euros por ano em salários, dentro de meio ano passará para cerca de três milhões de euros", ilustrou.

A Misericórdia de Bragança oficializou hoje o protocolo que lhe entrega, a partir de 01 de setembro, a gestão por 20 anos do Centro de Educação Especial de Bragança, um equipamento da Segurança social com capacidade para cerca de 150 utentes.

Cerca de 20 funcionários públicos do centro vão manter-se em funções com ligação ao Estado e a Misericórdia prevê criar "cerca de 60 a 80 postos de trabalho", alguns dos quais serão ocupados por pessoas que já trabalham na instituição social, mas a maioria corresponderá a novas contratações, de acordo com o provedor.

Eleutério Alves promete "instalar uma nova dinâmica" naquele equipamento que deixará de encerrar ao fim de semana e no mês de agosto, obrigando os utentes a regressarem às famílias ou, na impossibilidade das mesmas, a serem repartidos por outros instituições locais.

A Misericórdia promete também acompanhar as famílias dos utentes "e perceber até que ponto elas também precisam de algum apoio" através das valências de que dispõe, nomeadamente apoio domiciliário, integração em lares, serviços de fisioterapia, alimentação ou outras.

Uma nova valência que a instituição vai oferecer ao concelho é a primeira Unidade de Cuidados Continuados que deverá abrir em janeiro com 60 camas, 30 de longa duração, 15 de convalescença e 15 de média duração.

"O concelho de Bragança necessita mesmo deste equipamento, hoje os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que têm de sair do hospital tem de ir para Freixo (de Espada à Cinta) Murça, Valpaços, Moncorvo, ficam desenraizados da sua terra, das suas famílias, criam problemas às famílias e não é qualidade de vida, nem é bem-estar nenhum", apontou.

Esta unidade será a resposta com a criação "entre 80 e 100 postos de trabalho" desde médicos, enfermeiros, psicólogos, auxiliares, técnicos, entre outros.

O equipamento custou mais de 3,5 milhões de euros, comparticipados pelo Estado, e com o apoio da Câmara Municipal no montante que coube à Misericórdia.

O secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, inteirou-se hoje, em Bragança destes e de outros projetos e afirmou que "a melhor parceria que o Estado até hoje celebrou não são as parcerias publico-privadas, que essas têm dado, os piores resultados, são as parcerias público-sociais .

O governante sublinhou "o efeito multiplicador" dos 1,2 mil milhões de euros que o Estado investe anualmente nestas parcerias sociais que "mobilizam para o seu funcionamento mais de três mil milhões de euros".

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