PSP não tinha informado Câmara do Porto do encerramento da 12.ª Esquadra em Cedofeita
Porto Canal/Agências
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou esta terça-feira que a autarquia não tinha sido informada pela PSP do encerramento da 12.ª Esquadra em Cedofeita, mas reiterou que o atendimento à população está assegurado.
“A Câmara do Porto não foi informada. Tratamos de ser informados a posteriori e aquilo que nos foi dito é que o atendimento à população se mantém. Houve um problema de comunicação nos primeiros dias, aparentemente de comunicação interna na PSP, porque a desmobilização de alguns polícias para outro lado e a integração naquele local do comando da divisão foram interpretadas como o atendimento à população estar fechado e apenas estar aberto o atendimento turistas”, revelou esta terça-feira Pedro Duarte, durante a reunião do executivo municipal.
O autarca garantiu, contudo, que o atendimento à população continua a estar assegurado nas instalações da PSP na Praça de Pedro Nunes, em Cedofeita, e que aquela zona da cidade continua "a ter a mesma presença policial de rua" que tinha anteriormente.
“Espero que o problema esteja resolvido e ultrapassado. É evidente que não gostei do procedimento e do processo, mas volto a dizer: o mais importante é termos, de facto, a polícia na rua, como nós temos pugnado”, concluiu.
Pedro Duarte respondia ao vereador socialista Manuel Pizarro, que criticou que a PSP tenha encerrado aquela esquadra sem avisar a população e ainda que tenha negado à comunicação social o encerramento.
“Eu nem sei se acho bem, ou se acho mal. Se isto fosse tudo feito na base de um plano integrado e adequadamente comunicado, até pode estar certo. Não estou de acordo é com o método das pessoas descobrirem [que] quando lá vão dão com o nariz na porta”, lamentou o socialista.
Há uma semana, o Comando Metropolitano do Porto da PSP admitiu que a 2.ª Esquadra, responsável pelo atendimento à população local, já não se encontra nas instalações da Praça de Pedro Nunes, em Cedofeita, contrariando informações que havia dado à Lusa há duas semanas, mas referiu que o atendimento presencial para qualquer cidadão para questões urgentes é sempre assegurado, tendo em atenção as normais prioridades consoante a gravidade das situações.
A PSP confirmou que os agentes outrora afetos à 12.ª Esquadra “foram distribuídos por outras subunidades”, e disse que estão a ser avaliadas “soluções que visem a reinstalação efetiva da 12.ª Esquadra”.
Até agora funcionavam naquele espaço dois serviços da PSP: a 12.ª Esquadra, que fazia atendimento à população, e a esquadra de turismo, habilitada para contactos em língua estrangeira.
Há duas semanas, apesar de o Comando Metropolitano o negar, no edifício estava unicamente aberta uma sala onde funciona a esquadra de turismo, constatou no local a Lusa e junto dos agentes de serviço, que especificaram que as pessoas que se estavam a dirigir às instalações para reportar algum furto estavam a ser encaminhadas para outras esquadras da PSP, sendo apenas atendidas as pessoas que não falam português.
A PSP explicou à Lusa que as instalações da esquadra de Cedofeita passaram a funcionar também como sede de divisão, uma vez que o imóvel onde esta funcionava anteriormente, no Edifício Rainha Santa Isabel, na freguesia do Bonfim, apresenta um acentuado estado de degradação e deixou de “reunir as condições mínimas de segurança, saúde e dignidade no trabalho”.
O atual presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, Nuno Cruz, ameaçou avaliar a cedência deste edifício à PSP.
“Deixo um recado: se o edifício da extinta junta de Cedofeita não servir a população local, a Junta terá de avaliar se valerá a pena o esforço financeiro da União de Freguesias para ter a PSP naquele edifício”, escreveu Nuno Cruz na sua página oficial da rede social Facebook.
