Deputados do PS/Porto questionam Governo sobre esquadra da PSP em Cedofeita

Deputados do PS/Porto questionam Governo sobre esquadra da PSP em Cedofeita
Foto: Miguel Nogueira | Porto.
| Porto
Porto Canal/Agências

Os deputados do PS eleitos pelo círculo do Porto questionaram o Governo sobre a suspensão do atendimento na 12.ª esquadra da PSP, que serviços deixaram de ser prestados e qual o impacto da reorganização.

Na passada quinta-feira, apesar de o Comando Metropolitano da PSP do Porto então o negar, a Lusa constatou nas instalações da PSP de Cedofeita, na Praça Pedro Nunes, que não estava a ser feito o atendimento à população local.

Esta quarta-feira, o Comando Metropolitano do Porto da PSP confirmou que os agentes outrora afetos à esquadra de Cedofeita “foram distribuídos por outras subunidades” e que estão a ser avaliadas “soluções que visem a reinstalação efetiva da 12.ª Esquadra”.

Na pergunta dirigida à ministra da Administração Interna, divulgada pelo PS/Porto, os seis deputados questionam se “o atendimento geral à população na esquadra da PSP de Cedofeita se encontra atualmente suspenso ou limitado e em que termos está a funcionar”.

Na missiva, perguntam também se “foram ouvidas as autarquias locais, designadamente a Câmara Municipal do Porto e a União das Freguesias e que posição manifestaram” e como “explica o Governo a discrepância entre os relatos verificados no local, nomeadamente o encaminhamento de cidadãos para outras esquadras, e as declarações oficiais de manutenção do atendimento”.

Os deputados querem saber também “que serviços concretos deixaram de ser prestados naquela esquadra e quais foram transferidos para outras unidades da PSP no Porto” bem como qual foi o “impacto desta reorganização no acesso dos cidadãos ao serviço policial, no tempo de resposta e no sentimento de segurança”.

Os socialistas pretendem também saber se a “transferência de serviços da 1.ª Divisão para as instalações de Cedofeita implica uma redução permanente da capacidade de atendimento ao público nesta esquadra” e que “medidas estão previstas para garantir que a população desta zona da cidade mantém um acesso de proximidade, eficaz e célere às forças de segurança”.

É também perguntado pelos eleitos se “existe a intenção de repor integralmente o atendimento ao público na Esquadra de Cedofeita e, em caso afirmativo, em que prazo”, terminando a questionar se “esta reorganização se insere num plano mais alargado de reconfiguração de esquadras e serviços da PSP no distrito do Porto e, em caso afirmativo, quais são os critérios e objetivos definidos”.

Até agora funcionavam naquele espaço dois serviços da PSP: a 12.ª Esquadra, que fazia atendimento à população, e a esquadra de turismo, habilitada para contactos em língua estrangeira.

Na quinta-feira, no edifício estava unicamente aberta uma sala onde funciona a esquadra de turismo, constatou no local a Lusa e junto dos agentes de serviço, que especificaram que as pessoas que se dirigem a estas instalações para reportar algum furto estão a ser encaminhadas para outras esquadras da PSP, estando a ser apenas atendidas as pessoas que não falam português.

Questionada novamente pela Lusa, a PSP esclareceu que a distribuição de agentes por outras subunidades que integram a 1ª Divisão ocorre "meramente por questões logísticas” e que continua a ser “operacionalizado o policiamento da área da Esquadra de Cedofeita”.

Esta força de segurança admitiu que o atendimento que está a ser feito nesta esquadra é “vocacionado para o turismo”, mas ressalvou que “o atendimento presencial para qualquer cidadão para questões urgentes é sempre assegurado tendo em atenção as normais prioridades consoante a gravidade das situações”.

“Informamos ainda que a PSP encontra-se a avaliar soluções que visem a reinstalação efetiva da 12.ª Esquadra”, respondeu esta quarta-feira à Lusa a fonte do Comando Metropolitano,

Na reunião da Assembleia Municipal do Porto de segunda-feira, o presidente da autarquia, Pedro Duarte, partilhou que a informação que obteve do Comando Metropolitano do Porto da PSP foi a de que, devido ao mau tempo que prejudicou as instalações da PSP no Heroísmo, foi necessário realocar aquele comando para 12.ª esquadra em Cedofeita “e por isso foi também preciso libertar algum espaço dentro dessa mesma esquadra em que os efetivos foram realocados a outras esquadras da mesma freguesia” e que não houve mais nenhuma alteração, assegurando que quem se deslocar até àquela esquadra, na praça Pedro Nunes, será atendido.

O atual presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, Nuno Cruz, ameaçou na sexta-feira avaliar a cedência deste edifício à PSP.

“Deixo um recado: se o edifício da extinta junta de Cedofeita não servir a população local, a Junta terá de avaliar se valerá a pena o esforço financeiro da União de Freguesias para ter a PSP naquele edifício”, escreveu Nuno Cruz na sua página oficial da rede social Facebook.

+ notícias: Porto

Academia do Porto quer levar à AR propostas para modernizar país

A Federação Académica do Porto anunciou esta terça-feira, Dia Nacional do Estudante, que quer submeter à votação na Assembleia da República um documento para a modernização de Portugal que assenta em reformas na “Saúde, Educação, Economia, Estado e Sistema Político”.

Mais de 1.600 pessoas subscreveram petição contra ampliação de terminal de Leixões

Mais de 1.600 pessoas assinaram uma petição pública que contesta a ampliação do terminal de contentores Norte do Porto de Leixões, em Matosinhos, à qual a câmara já deu parecer desfavorável.

Sindicato acusa PSP do Porto de “branquear a realidade” da esquadra de Cedofeita

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, acusou o Comando Metropolitano do Porto da PSP de “branquear a realidade” ao negar que o atendimento à população tenha fechado na esquadra de Cedofeita.