Presidente da Junta de Freguesia de Raimonda renuncia ao cargo após polémica
Porto Canal/Agências
O presidente da Junta de Freguesia de Raimonda, Jocelino Moreira, renunciou ao mandato, depois da polémica em torno da acumulação deste cargo com o de chefe de gabinete do presidente da Câmara de Paços de Ferreira.
“Com um sentimento de profunda tristeza, anuncio a todos que já apresentei, ao senhor presidente da Assembleia de Freguesia, a renúncia ao cargo de presidente de Junta de Raimonda que os raimondenses me entregaram”, afirmou Jocelino Moreira, eleito pelo PS, na sua página oficial na rede social Facebook.
Na sexta-feira, os presidentes de junta de 11 das 16 freguesias de Paços de Ferreira, no distrito do Porto, consideraram um “atropelo ético inadmissível e uma afronta” a acumulação dos dois cargos.
Anteriormente, na terça-feira, o PSD de Paços de Ferreira também criticou a nomeação.
“Perante todo este emaranhado e toda esta trapalhada, Raimonda está a ser alvo de um ataque feroz por parte do PSD. Este ataque continuado à minha pessoa está a fragilizar a nossa freguesia e a torná-la num alvo que não posso aceitar. O PSD concelhio, e agora também os presidentes de junta do PSD, estão a condicionar o trabalho realizado na nossa freguesia”, apontou Jocelino Moreira.
O chefe de gabinete disse que não pode aceitar, perante este posicionamento do PSD de Paços de Ferreira, do PSD Raimonda e dos presidentes de junta do PSD, em maioria na Assembleia Municipal, que prejudiquem o trabalho desenvolvido na Freguesia de Raimonda por ser presidente de junta.
Jocelino Moreira, que garantiu que não havia nenhuma incompatibilidade na acumulação dos dois cargos, ressalvou que ao longo do seu percurso de serviço público sempre pautou a sua conduta pelo estrito cumprimento da lei e pelo respeito das instituições democráticas.
“Como todos perceberão, os ataques constantes que são dirigidos ao presidente de junta da Raimonda vão colocar em causa o trabalho deste mandato e não posso aceitar esta condição”, apontou.
Motivo pelo qual, acrescentou, decidiu renunciar ao mandato como presidente de junta.
Na sequência deste anúncio, o PSD de Paços de Ferreira explicou, em comunicado, que a sua posição sempre teve como objetivo assegurar a clarificação de uma situação que levantava dúvidas legítimas de natureza legal, institucional e ética.
“A decisão agora anunciada, de renúncia ao cargo de presidente de junta, corresponde a uma opção pessoal que respeitamos, mas que acaba por confirmar a necessidade de clarificação que sempre defendemos”, salientou o partido.
