Coreto da Avenida Central em Braga em vias de classificação
Porto Canal/Agências
A Câmara de Braga abriu o procedimento para a classificação do Coreto da Avenida Central, o mais antigo da cidade, como monumento de interesse municipal, segundo edital publicado esta terça-feira em Diário da República.
Assinado pelo presidente da Câmara, João Rodrigues, o anúncio fixa o prazo de 45 dias para os interessados dirigirem, por escrito, as suas sugestões ao município.
Na proposta aprovada em março em reunião de câmara, refere-se que o coreto foi edificado em 1868, como “pavilhão acústico”, no antigo Passeio Público situado no Campo de Sant’Ana, atual Avenida Central.
Acrescenta que, por se tratar de um dos exemplares mais antigos de coretos existentes em Portugal, constitui um testemunho “valioso e singular” do património edificado nacional.
“O seu reconhecido valor intrínseco, bem como o seu interesse histórico, cultural e arquitetónico, conferem-lhe especial relevância para a salvaguarda e valorização da identidade patrimonial do município”, lê-se ainda na proposta.
Por isso, o município decidiu classificá-lo, sublinhando que se trata “de um legado artístico, cultural e identitário de Portugal, bem como de um testemunho valioso do património cultural da cidade de Braga”.
A sua classificação é tida com “um instrumento fundamental para a proteção, valorização, continuidade e preservação” do coreto.
Projeto do engenheiro municipal Joaquim Pereira da Cruz, o coreto tem uma estrutura metálica executada pela Fundição do Ouro, do Porto, sendo a obra de cantaria assinada pelo mestre pedreiro Francisco Alves, natural da freguesia de Navarra.
