Governo investe 4,5 milhões de euros em intervenções na costa em Caminha

Governo investe 4,5 milhões de euros em intervenções na costa em Caminha
Foto: CM Caminha
| Norte
Porto Canal/Agências

As obras para proteção costeira nas praias de Moledo e Vila Praia de Âncora, em Caminha, vão custar 4,5 milhões de euros, segundo protocolo assinado esta segunda-feira, arrancando as mais urgentes, como o muro de Moledo, já esta semana.

O protocolo entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Câmara de Caminha foi assinado esta segunda-feira, naquele município do distrito de Viana do Castelo, pelo presidente do primeiro organismo, José Pimenta Machado, a presidente da câmara, Liliana Silva, e o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves.

O investimento de 4,5 milhões de euros deve avançar já esta semana, a começar pela recuperação e estabilização do muro de Moledo, segundo o município, e prolongar-se até ao final do ano.

O Governo estima que estas intervenções possam impactar “mais de sete mil pessoas” e terão de estar concluídas antes do arranque da época balnear deste ano, em linha com o plano anunciado pela APA para o país, com um total de 15 milhões de euros para obras de urgência de norte a sul do país, na sequência dos estragos causados no litoral continental pelas sucessivas tempestades.

“As intervenções incidem, em particular, na reconstrução do muro de proteção costeira da praia de Moledo, parcialmente destruído pela forte agitação marítima, e no reperfilamento do areal de Vila Praia de Âncora, incluindo o reforço do sistema dunar dos Caldeirões”, pode ler-se em comunicado do ministério do Ambiente e Energia.

Entre as ações estão outras obras de estabilização, reforço e requalificação já previstas no relatório técnico apresentado este mês pela APA, e custarão cerca de meio milhão de euros, a que acrescerão outros quatro milhões em obras realizadas após o fim da época balnear.

A 7 de março, José Pimenta Machado já tinha garantido que a obra de reposição do paredão de Moledo arrancaria ainda em março, com uma “intervenção a dois tempos” planeada: a que avança já, para estabilizar o muro, que colapsou no início do mês, e outra a partir de outubro.

O município vai assegurar a execução, com acompanhamento técnico da APA, em obras financiadas pelo Fundo Ambiental, pela própria agência e pelo Sustentável 2030.

O ministério nota que estão em curso obras que superam os 63 milhões de euros para reparar danos e adaptar a costa às alterações climáticas, somando-se os 15 milhões de intervenções urgentes, até maio, mais 12 milhões até ao final do ano e, depois, 84 milhões de euros até final de 2027.

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